Assembleia pode ficar sem recesso por impasse nas promoções dos servidores

Redação


Na Assembleia Legislativa do Paraná, apesar de negativa dos parlamentares da Base, há um receio de colocar em votação a mensagem do governo que retira o reajuste dos servidores públicos. A medida terá que ser colocada para votação em plenário, revogando o que foi acordado com os servidores e retirando o valor do reajuste da LDO, a Lei das diretrizes Orçamentárias, que é votada este ano, mas entra em vigor no ano que vem. Por conta desse impasse, o Deputado Ademar Traiano, do PSDB, presidente da Assembleia, falou da possibilidade de não votar a LDO antes do recesso dos parlamentares, previsto para o dia 18 de julho. O motivo seria esperar o a resolução do projeto de lei 257 que está na Câmara Federal e propõe medidas para o reequilíbrio financeiro dos estados, que estão em débito com a união. Pelo visto o projeto não será votado na câmara antes de agosto. Mas o deputado Traiano garantiu que sem votar a LDO não haverá recesso para os deputados estaduais da casa.

“Surgiu a proposta de votarmos a LDO somente depois da votação do projeto que está no Congresso porque de lá virão imposições por parte do governo federal, estabelecendo um novo regramento para os estados. Então, estamos em discussão sobre isso, não vou tomar a decisão isoladamente, vou reunir os deputados para fazer a avaliação, mas é lógico que, se não votarmos a LDO neste momento, não teremos recesso parlamentar”, disse Traiano.

A confusão e o adiamento tem a ver com o bastidor do legislativo Paranaense, que está movimentado por causa dessa possibilidade de corte nos reajustes. A semana começou com a visita do Fórum de Entidades Sindicais protestando contra essa possibilidade e alertando os deputados da base para uma possível greve caso haja a tentativa de votação rápida para aprovação desse projeto.

“Nós dos 22 sindicatos do fórum das entidades que representam os servidores públicos ficamos indignados com as declarações do chefe da Casa Civil de que não tinha condições de pagar as promoções e progressões. Estamos aqui hoje para dizer aos deputados que não aceitamos nenhuma troca. Não mexam nos nossos direitos. Esse é o recado que viemos dar aqui”, disse a coordenadora do Fórum das Entidades Sindicais, Marley Fernandes.

Apesar da base governista não assumir que se sente pressionada pelas entidades, ninguém quer uma repetição do que aconteceu em 29 de abril do ano passado com os professores.

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