Auditoria não encontra problemas em urnas eletrônicas questionadas pelo PSL

Fernando Garcel

A auditoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em urnas eletrônicas que foram questionadas em processo movido pelo Partido Social Liberal (PSL), no primeiro turno, não encontrou qualquer problema nos equipamentos.

Por mais de 12 horas, técnicos, acompanhados de peritos indicados por partidos, advogados, policiais federais e a imprensa acompanharam o processo em seis urnas do Paraná e duas de Santa Catarina na sede do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). Auditor do Patriotas faltou. Representante do PSL deixou o local antes do término do processo.

A ação foi movida por supostos incidentes que ocorreram durante o primeiro turno. O processo cita que eleitores teriam questionado que os equipamentos estavam direcionando votos para Fernando Haddad (PT) automaticamente; ausência de foto de Jair Bolsonaro; entre outros questionamentos.

Foto: Divulgação / TRE

“A resposta dada por esta auditoria deve ser acatada como definitiva pela sociedade. Trata-se de uma auditoria feita pela própria sociedade civil, aqui representada pela OAB, pelos partidos políticos, pela Polícia Federal, entre outros membros e observadores. Somos nós, a população, que estamos fazendo essa auditoria. Lógico que podem correr defeitos nos equipamentos durante a votação, mas nenhum desses problemas foram decorrentes de fraude visando modificar o voto dos eleitores”, afirma o diretor de Informática da Associação dos Magistrados do Paraná (AMAPAR) e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o juiz estadual Sérgio Bernardinetti.


Entre as partes interessadas na perícia estavam o auditor do Patriotas, Marcelo Borges Sampaio, que não compareceu, e Paulo Fagundes, auditor do PSL, acompanhou o processo até 19h20, mas se ausentou mais cedo por motivos pessoais e não assinou o documento. Ele teria se comprometido a entregar seu laudo “o mais urgente possível”.

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