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Banco Central consegue bloquear apenas R$ 396 em contas de Paulo Preto

O Banco Central conseguiu executar o bloqueio de apenas R$ 396,75 em contas correntes do ex-diretor da Dersa Paulo Vieir..

BandNews FM Curitiba - 27 de fevereiro de 2019, 06:51

Foto: Sérgio Lima / Folhapress
Foto: Sérgio Lima / Folhapress

O Banco Central conseguiu executar o bloqueio de apenas R$ 396,75 em contas correntes do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto. Apontado como operador financeiro de propinas pagas ao PSDB, ele foi preso na semana passada, na fase de número 60 da Lava Jato. A ordem judicial, da 13.ª Vara Federal de Curitiba, é para que o bloqueio chegue a R$ 100 milhões.

Mas de acordo com o relatório do Banco Central, duas contas – no Santander e no Banco do Brasil – estavam sem saldo algum. Os pouco menos de R$ 400 foram encontrados em uma conta do Bradesco. Ao decretar o bloqueio judicial, a juíza Gabriela Hardt leva em conta a estimativa de valores que Paulo Preto teria movimentado.

De acordo com o Ministério Público, a maior parte dos recursos foi gerenciada em contas na Suíça. Delatores relatam que Paulo Preto teria mantido em bunkers pelo menos R$ 100 milhões em espécie. O dinheiro seria parte de um esquema de corrupção envolvendo a Odebrecht e agentes públicos e políticos, principalmente do PSDB.

A força-tarefa Lava Jato suspeita que familiares tenham tentado atrapalhar as buscas no apartamento do ex-diretor da Dersa, realizadas na semana passada. Segundo os procuradores do Ministério Público Federal, houve demora para abrir o imóvel para os policiais federais. Além disso, quando os agentes entraram, encontraram no local diversos carregadores de celular, mas nenhum aparelho.

Para os procuradores, essa situação reforça a necessidade de manter o investigado preso por tempo indeterminado, por conta do risco à ordem pública e às investigações. Paulo Preto deve permanecer preso na Polícia Federal em São Paulo até quarta-feira, dia 27. Ele responde a outro processo na região e está acompanhando audiências do caso. Depois, deve ser trazido para a sede da Polícia Federal em Curitiba.