Barros entrega novas ambulâncias e deixa ministério da Saúde

Fernando Garcel e Francielly Azevedo

No último dia como ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP) entrega 476 novas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para 365 municípios em 23 estados em cerimônia no Palácio Iguaçu, sede do governo do Paraná, na manhã desta segunda-feira (26). De acordo com a pasta, o investimento é de R$ 83,9 milhões.

“Nós temos, no Paraná, 26 novos veículos nessa entrega e 44 no mês passado. Nós entregamos ambulâncias prontas”, declarou o ministro.

Ambulâncias destinadas para Curitiba e região metropolitana. Foto: Francielly Azevedo

Com essa última entrega, Barros totaliza mais de 1,3 mil novos veículos para renovação da frota. De acordo com o ministério da Saúde, a previsão é que o governo federal entregue 2.173 novas unidades até o final do ano e com isso renove 65,7% da frota existente.

Com a entrega, o ministro também anunciou a licitação de um sistema que pretende rastrear os veículos com a intenção de melhorar o controle de deslocamento das ambulâncias. “O objetivo é otimizar os recursos federais de investimento e custeio, além de evitar, entre outras coisas, o uso indevido de ambulâncias e melhorando o atendimento a quem precisa”, diz a pasta.


Reforma ministerial

A saída de Ricardo Barros deve abrir uma série de baixas no ministério de Michel Temer (MDB). Além do representante paranaense, Maurício Quintella (PR-AL), dos Transportes, Marx Beltrão (Turismo), Sarney Filho (Meio Ambiente), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), Leonardo Picciani (Esporte), Osmar Terra (Desenvolvimento Social), Mendonça Filho (Educação) e Helder Barbalho (Integração Nacional) também devem deixar o cargo na próxima semana.

Com isso, a reforma ministerial de Temer deve ter início nesta segunda-feira. O governo irá anunciar os nomes que substituirão os ministros que irão se candidatar nas próximas eleições.

“O que está desenhado é isso, diálogo com partidos que estão no comando desses ministérios. Estamos pedindo sugestões de nomes, não são indicações, para que o presidente Temer decida aqueles com quem ele deseja contar no governo exercendo as funções do ministro”, disse o ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, na última quinta-feira (22).

Marun enfatizou que não existe nenhum veto à substituição de ministros pelos secretários-executivos, “assim como não existe indicativo que a maioria dos ministros seja substituída por seus secretários-executivos”.

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