Bernardo Carli é condenado por falsidade ideológica

Roger Pereira


O deputado estadual Bernardo Carli, do PSDB, foi condenado pelo Tribunal Regional Eleitoral por falsidade ideológica. Segundo o Tribunal, ele apresentou documentos ele apresentou documentos falsos na sua prestação de contas das eleições de 2010, para tentar justificar o pagamento de cabos eleitorais com recursos que, segundo o Ministério Público eleitoral, teriam origem em caixa 2 de campanha. Ele teria deixado de declarar a contratação de cabos eleitorais e disse que eram voluntários. No entanto, 13 dos 36 cabos eleitorais declararam à Polícia Federal que receberam em dinheiro para trabalhar na campanha de Bernardo Carli.
A decisão publicada nesta terça-feira determina pena de um ano e oito meses de prisão, revertida em prestação de serviços comunitários, além de multa de 15 salários mínimos, mas cabe recurso. A perda de mandato de deputado terá que ser submetida ao plenário da Assembleia, mas só após a condenação em definitivo do parlamentar, cuja defesa já adiantou que irá recorrer.
Em nota, o deputado disse que recebeu com surpresa a notícia de condenação. Bernardo Carli “contesta com veemência todas as acusações e aguarda a publicação da decisão para que os advogados dele apresentem os recursos cabíveis”.
Bernardo Carli é irmão do ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho, que renunciou ao mandato em 2009, após causar acidente de trânsito que resultou em duas mortes, entrou na carreira pública disputando as eleições de 2010 em substituição ao irmão. Filho do ex-prefeito de Guarapuava Fernando Ribas Carli, está, agora, em seu segundo mandato.
O deputado já teve o mandato cassado em outubro de 2011, mas não havia condenação criminal. Ele pôde recorrer e reverteu temporariamente a decisão. Em dezembro do ano passado, o deputado passou a ser investigado em outro processo, relacionado às eleições de 2014. O processo é fruto de uma investigação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, o Gaeco, e da Procuradoria Regional Eleitoral de Curitiba, por meio da Operação Capistrum, que significa “cabresto”, em latim. Bernardo Carli e o pai são suspeitos de compra de votos na região de Guarapuava. Bernardo Carli já negou as acusações e afirmou que espera que tudo seja esclarecido no decorrer do processo.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal