Bertoldi deixa prisão e quer cadeira na Câmara

Roger Pereira


Roger Pereira, Narley Resende e Fernando Garcel

O suplente de deputado federal Osmar Bertoldi foi condenado, nesta quinta-feira, a pena de 7 meses e meio de detenção pela prática de lesão corporal leve e vias de fato contra a ex-mulher.

A decisão, no entanto, foi comemorada pela defesa de Bertoldi, uma vez que ele está preso desde 24 de fevereiro, já tendo cumprido integralmente sua pena. Após a decisão, foi expedido alvará de soltura e o suplente de deputado já deixou a prisão.

“A defesa tinha certeza da absolvição de Osmar Bertoldi, pois as acusações sempre foram criações oportunistas e interesseiras. A defesa sempre confiou no judiciário e espera que essa sentença sirva de alerta para aventureiros que desvirtuam os institutos da Lei, de que o Poder Judiciário está atento e que jamais aceitará ser utilizado para outros fins, senão o de fazer justiça”, disse o advogado Claudio Dalledone.

O suplente de deputado foi absolvido das acusações principais que lhe foram lançadas perante o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Curitiba. As acusações de estupro, cárcere privado e constrangimento ilegal foram consideradas improcedentes pelo Poder Judiciário.

Primeiro suplente da coligação que elegeu, entre outros deputados federais, o atual ministro da Saúde, Ricardo Barros e o secretário-chefe da Casa Civil do governo do Paraná, Valdir Rossoni, Bertoldi reivindica, na Justiça, uma cadeira de deputado, que se confirmada, ainda se tornará efetiva após a renúncia de Marcelo Belinati, eleito prefeito de Londrina.

Relembre o caso

Divulgação

Tatiane Bittencourt teria sofrido diversas agressões do ex-namorado e resolveu denunciar em agosto do ano passado. Por descumprir a medida protetiva e manter distância de Tatiane, a Justiça decretou a prisão domiciliar de Bertoldi monitorada por tornozeleira eletrônica. Ele estava foragido e foi preso Balneário Camboriú, no Litoral de Santa Catarina.

Na época, Tatiane contou que foi espancada por Bertoldi. “Me pegou pelo cabelo, me deu vários socos, me prensou com os joelhos, me deu uma joelhada. A vítima ainda relata que foi encarcerada para não expor as marcas de agressão. “Fiquei seis dias sem poder sair. Depois da primeira agressão ainda teve outras nesse tempo”, conta.

“Ele fez eu dizer pra minha família que eu tinha viajado. Depois que eu disse que não ia denunciar ele me liberou. Eu fiquei com tanto medo que realmente não ia denunciar. Minha mãe viu, meus filhos, ficaram revoltados e resolvi denunciar”, declarou.

Candidatura

14291854_308877392837784_4832400824639060238_nCom slogan “não à violência contra mulheres”, Tatiane Bittencourt lançou campanha para concorrer a um dos cargos na Câmara de Curitiba nestas eleições, mas não se elegeu.

Segundo Tatiane, o processo contra o ex-namorado nunca foi usado para se beneficiar durante a campanha. “Isso é a opinião dele [do advogado sobre a candidatura]. “Eu nunca publiquei isso. Não estou me beneficiando dessa exposição. Tudo que eu passei agora uso na minha candidatura para combater a violência contra a mulher”, concluiu.

Câmara

Após a nomeação de Ricardo Barros (PP-PR) para o cargo de ministro da Saúde, Osmar Bertoldi (DEM-PR) como primeiro suplente foi cogitado para assumir o cargo na Câmara Federal.

> Suplente de ministro da Saúde está preso e não pode assumir vaga na Câmara

Como estava preso, a vaga foi assumida pelo professor Sérgio de Oliveira (DEM-PR), sendo substituído, depois, por Edmar Arruda (PSD-PR).

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