Beto Richa fica em silêncio durante depoimento ao Gaeco

Andreza Rossini e Cristina Seciuk - CBN Curitiba

O ex-governador do Paraná e candidato ao Senado Beto Richa (PSDB) decidiu ficar em silêncio em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no início da tarde desta sexta-feira (14), em Curitiba.

De acordo com o coordenador do Gaeco, Leonir Batisti, nesta manhã foram ouvidos o ex-secretário Edson Casagrande, André Felipe Bandeira e Fernanda Richa. “O ex-governador preferiu ficar em silêncio, portanto não fez qualquer explicação sobre o que lhe foi pedido ou qualquer coisa da sua natureza. A ex-secretária Fernanda Richa explicou que as eventuais responsabilidades das questões eram de responsabilidade do contador”, afirmou.

Ainda de acordo com Leonir, Casagrande e Bandeira deram declarações e os depoimentos ainda estão em sigilo. “Os depoimentos sempre são analisados em conjunto com outras questões que já foram avaliadas”, disse.

Não há confirmações sobre possíveis pedidos de prorrogação de prisões temporárias, que vencem amanhã.


Ele e a ex-secretária da família e esposa de Beto, Fernanda Richa, foram presos na manhã da última terça-feira (11), no âmbito da Operação Rádio Patrulha, que investiga o direcionamento de licitação, para beneficiar empresários, e o pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro, no programa do governo estadual do Paraná, Patrulha do Campo, no período de 2012 a 2014. No programa, o governo locava máquinas para manter as estradas rurais.

Também foram presos Pepe Richa, irmão do ex-governador e ex-secretário de Infraestrutura, Ezequias Moreira, ex-secretário de cerimonial e Luiz Abib Antoun, além de empresários.

Segundo Leonir, o empresário Joel Malucelli e se apresentou nesta manhã. Eles foram levados para o Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, e ainda não há data para depoimento.

Por meio de nota, a defesa negou qualquer crime. “O empresário Joel Malucelli nega ter cometido qualquer irregularidade e sempre esteve à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. Em 2012, Malucelli se desligou das atividades e rotinas da empresa fundada por ele e se encontrava em viagem”.

Operação Rádio Patrulha

A Operação Rádio Patrulha investiga supostos desvios de verbas no programa Patrulha do Campo, entre 2012 e 2014. O programa foi criado com o objetivo de manter as estradas rurais do estado.

As investigações tiveram início com base na delação de Tony Garcia e apuram o pagamento de propina e posterior direcionamento de licitação para beneficiar os empresários envolvidos. Os contratos investigados somam R$ 72,2 milhões e seriam superfaturados. Segundo o Ministério Público do Paraná (MP-PR), 8% do valor – mais de R$ 5,7 milhões – era repassado aos agentes públicos.

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