Beto e Pepe Richa entram com habeas corpus preventivo para evitar novas prisões

Francielly Azevedo - CBN Curitiba


O ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e o irmão dele José Richa Filho, conhecido como Pepe Richa, entraram com um pedido de habeas corpus preventivo para evitar prisões em investigações da Polícia Federal. O documento foi impetrado pela defesa no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) na última terça-feira (16).

Os dois foram alvos das operações Integração II e Piloto, da Polícia Federal. Além da Operação Rádio Patrulha, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR).

Beto e Pepe chegaram a ser presos no dia 11 de setembro, na Rádio Patrulha, mas foram liberados quatro dias depois após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. Pepe também foi alvo de mandado de prisão na Operação Integração II no último dia 26 de setembro, no dia 5 de outubro ele teve a liberdade decretada também por Gilmar Mendes.

Na petição, os advogados argumentam que existe “expresso compartilhamento” das provas produzidas pelo Gaeco com as investigações da Polícia Federal. “Referidas circunstâncias são incontroversas, mas há ainda outras evidências que demonstram a estreita ligação existente entre as três operações policiais deflagradas”, diz o documento.  Por isso, segundo a defesa, diante “do presente cenário fático”, o habeas corpus “busca reconhecer o constrangimento ilegal” a que Beto e Pepe vêm sendo submetidos, mesmo diante da decisão do STF.

Conforme a defesa, as prisões tiveram “fundo político”, já que Beto Richa era candidato ao Senado. E existem “evidências reais e concretas” de que o ex-governador tenha a prisão decretada após o fim das eleições.

INVESTIGAÇÕES

A Operação Piloto investiga um suposto esquema de recebimento de propina do Grupo Odebrecht, em 2014, para benefícios na licitação da duplicação da PR-323.

A Operação Integração II apura um esquema criminoso, entre 2011 e 2014, que teria beneficiado concessionárias responsáveis pelos pedágios paranaenses.

Já a Rádio Patrulha apura desvios de dinheiro no programa Patrulha do Campo destinado a recuperação de estradas rurais.

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