Beto Richa é levado para prisão da Lava Jato

Roger Pereira


Preso nesta terça-feira em operação do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o ex-governador Beto Richa (PSDB) foi encaminhado, por volta das 18h, para o Complexo Médico Penal, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Richa e os outros cinco investigados presos nesta terça (José Richa Filho, Ezequias Moreira Rodrigues, Aldair Petry, Celso Frare e Dirceu Pupo) ficarão na mesma ala do presídio que foi reservada para os condenados pela Justiça Federal do Paraná na Operação Lava Jato. A ex-primeira-dama Fernanda Richa foi encaminhada para a área feminina do complexo.

Na prisão, Richa terá a companhia de políticos como o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, o ex-senador Gim Argelo, o ex-deputado André Vargas e os ex-tesoureiros do PT,   Delúbio Soares e João Vaccari Neto, além de ex-diretores da Petrobras, como Renato Duque, empresários e doleiros presos na Lava Jato.

O ex-governador do Paraná e candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB), e sua esposa, Fernanda Richa, foram presos nesta terça-feira (11), em Curitiba. O processo está sob sigilo.

As prisões foram efetuadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Richa foi levado para a sede do grupo ainda durante a manhã.

A prisão foi em decorrência da Operação Rádio Patrulha, que investiga o direcionamento de licitação, para beneficiar empresários, e o pagamento de propina a agentes públicos, além de lavagem de dinheiro, no programa do governo estadual do Paraná, Patrulha do Campo, no período de 2012 a 2014. No programa, o governo locava máquinas para manter as estradas rurais.

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Repórter do Paraná Portal
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