Richa comenta sobre rebelião e critica MP e Justiça por bloqueio de secretário

Fernando Garcel


O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), esteve em Maringá, no noroeste do Paraná, na manhã desta sexta-feira (10). Em entrevista coletiva, Richa comentou sobre a rebelião de Cascavel, no Oeste, e criticou o Ministério Público do Paraná (MPPR) e a Justiça pelo bloqueio de contas do secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp), Wagner Mesquita, pelo não cumprimento de ordem para transferência de presos.

Secretário tem contas bloqueadas por descumprir ordem para transferência de presos

Críticas ao Ministério Público

O governador criticou a ação do MPPR e da Justiça que bloqueou R$ 15 mil do secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná (Sesp), Wagner Mesquita. O bloqueio ocorreu devido ao descumprimento de uma ordem da juíza Jane dos Santos Ramos que determinou a transferência de 65 presos da Casa de Custódia de Maringá (CCM). Richa lamentou e argumentou que o número de detentos aumentou devido a boa atuação de Mesquita e das forças policiais do Estado.

“É lamentável esse excesso por parte do Ministério Público e da Justiça. […] As coisas não são tao simples quanto aqueles que não estão sentados na cadeira do Executivo querem que as coisas aconteçam. Muitos prefeitos tinham o sonho de ter um promotor sentado em sua cadeira. Obviamente que o nosso secretário é muito competente. É um delegado qualificado da Polícia Federal, mas não é da noite para o dia que se resolve a situação”, declarou o governador.

Rebeliões

Richa afirmou que a Secretaria de Segurança Pública trabalha para negociar o fim da rebelião de Cascavel. Ontem, detentos da Penitenciária Estadual de Cascavel (PEC) renderam agentes e mataram dois presos de uma facção rival. “Estão todos lá em Cascavel, com todo o cuidado necessário. Tem dois reféns, me parece ser uma guerra de facções. O mais importante, nesse momento, é preservar vidas e que não haja confronto”, disse Richa.

O governador lembrou da série de rebeliões no Estado no ano passado e os prejuízos causados pelos motins. “Tivemos no ano passado a rebelião em Londrina. Demorarmos um período para reconstrução. Perdemos vagas na penitenciária. Espero que hoje possamos concluir as negociações e fazer o levantamento de todos os prejuízos”, declarou o governador. Na tarde de hoje, presos da 9ª Subdivisão Policial de Maringá organizaram um motim que foi parado por policiais militares e agentes do Serviço de Operações Especiais (SOE).

Rebelião em Cascavel deixa dois presos mortos; agentes seguem reféns
Rebelião começou por disputa de facções, dizem agentes
Polícia invade delegacia após motim em Maringá

Veja:

[insertmedia id=”mksOJfbnZxw”]

 

 

Previous ArticleNext Article