Beto Richa volta ao horário eleitoral: “queriam me destruir moralmente”

Francielly Azevedo e Roger Pereira

De volta ao horário eleitoral depois de ter sido preso na última terça-feira (solto na sexta-feira), o ex-governador Beto Richa (PSDB) preparou um vídeo de 2min22 para defender-se das acusações e anunciar que mantém a candidatura ao Senado. No entanto, a propaganda de TV desta segunda-feira só levou ao ar metade do pronunciamento do candidato, uma vez que a coligação decidiu dividir igualitariamente o tempo entre seus dois candidatos, Richa e Alex Canziani (PTB).

No trecho do vídeo que foi ao ar, Beto Richa diz que, a Justiça vai reconhecer sua inocência. “O que aconteceu comigo, com minha mulher Fernanda, com meu irmão José Richa Filho, constitui, como reconheceu o próprio STF, um ato de violência, cujo viés político é muito claro”, afirmou. Segundo Richa, “Queriam atingir a minha candidatura ao Senado. Queriam liquidar a minha trajetória política. Queriam me destruir moralmente. Há muito tempo. Eu mantenho sim a minha candidatura”.

“Compreendo a eventual desconfiança dos eleitores, mas eu peço que se ponham no meu lugar. Nós fomos presos sem termos sido nem ouvidos. Primeiro eles querem nos humilhar, para depois nos ouvir. Primeiro eles querem nos destruir, para depois nos ouvir. Invadiram a minha casa, aterrorizaram a minha mulher. Invadiram a casa da minha mãe, de 78 anos. Eu fui vítima do estado policial que alguns querem implantar no Paraná”, afirma, até o ponto em que o vídeo foi interrompido abruptamente.

O Paraná Portal teve acesso ao restante do pronunciamento do ex-governador, que afirma, ainda, que “órgãos de investigação que se comportam hoje como verdadeiros partidos políticos, só que com poder de polícia. Nem os regimes autoritários davam tanto poder de polícia ao partido. Eu não quero privilégio de maneira alguma. Eu quero a garantia legal a que todos os brasileiros têm direito. Hoje, ameaçam a minha liberdade. Amanhã, pode ser a de vocês”.


Richa acusa que “o desrespeito à lei se torna um vício. O desrespeito à lei é uma droga perigosa. O desrespeito à lei torna o aparato de estado dependente da truculência”. O governador encerra o depoimento, na parte que não foi ao ar, afirmando: “Continuarei a lutar por um país mais justo e decente. Continuarei a lutar pela minha honra e da minha família. Continuarei a lutar para preservar a memória do grande brasileiro que foi José Richa, o meu pai. Minha mãe, fique certa, eles ainda irão te pedir desculpas. Porque a minha luta os levará a isso. Sou candidato. Eleito ou não, eu vencerei essa batalha, porque eu estou com a verdade”.

A divisão do tempo igualmente entre os dois candidatos, que não vinha ocorrendo antes da prisão do ex-governador, ocorreu no dia em que a coordenação de campanha da governadora Cida Borghetti decidiu pedir à Justiça Eleitoral o afastamento de Richa da chapa.

CONFIRA O DEPOIMENTO NA ÍNTEGRA:

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Repórter do Paraná Portal e Rádio CBN. Tem passagens pela TV éParaná, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina.
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