Política
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Bolsonaro afirma que dinheiro retirado de universidades será investido na base; UFPR se diz ameaçada

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse nesta quinta-feira (2) que o dinheiro retirado das universidades federa..

Francielly Azevedo - 03 de maio de 2019, 07:01

O presidente Jair Bolsonaro discursa durante cerimônia de posse do General Joaquim Silva e Luna, como diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional. Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro discursa durante cerimônia de posse do General Joaquim Silva e Luna, como diretor-geral brasileiro da Itaipu Binacional. Alan Santos/PR

O presidente da República, Jair Bolsonaro, disse nesta quinta-feira (2) que o dinheiro retirado das universidades federais será utilizado em investimentos na educação básica. Na Universidade Federal do Paraná (UFPR) o corte de 30% ultrapassa os R$ 48 milhões, o que, segundo a instituição, pode afetar diretamente o funcionamento da mesma.

O corte foi anunciado na última terça-feira (30) pelo Ministério da Educação. Inicialmente, a diminuição de recursos seria restrita a três universidades: Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal Fluminense (UFF) e Universidade Federal da Bahia (UFBA). Porém, em seguida, foi ampliado a todas as instituições federais do país.

“A gente não vai cortar recurso por cortar. A ideia é investir na educação básica. Ouso dizer até que um número considerável não sabe sequer a tabuada. Sete vezes oito? Não vai sabe responder. Então pretendemos investir na base. Não adianta ter um excelente telhado na casa se as paredes estão podres. É o que acontece atualmente”, disse Bolsonaro em entrevista ao SBT.

UFPR

A UFPR é a universidade mais antiga em funcionamento no país, atende 33 mil alunos, em 164 cursos de graduação e 89 programas de pós-graduação com 89 mestrados e 61 doutorados, além de 45 cursos de especialização. Também atua em 392 projetos e programas de extensão.

De acordo com a universidade, entre as despesas que devem ser atingidas estão a água, energia, contratos de prestação de serviços e restaurantes universitários. “Se esta medida não for revertida, as consequências serão graves para o desempenho das atividades da Universidade no segundo semestre de 2019”, disse em nota.