Bolsonaro volta a defender “afrouxamento nos isolamentos” para reduzir o desemprego

Jorge de Sousa

Bolsonaro volta a defender "afrouxamento nos isolamentos" devido ao coronavírus

Em entrevista ao apresentador Sikêra Júnior do canal Rede TV! nesta segunda-feira (30), o presidente da República, Jair Bolsonaro, voltou a defender um “afrouxamento nos isolamentos” devido ao coronavírus para reduzir o desemprego em todo Brasil.

“A vida é mais importante que a economia, mas se o desemprego vier devido ao não afrouxamento de algumas regras trará fome, miséria e depressão e não sabemos aonde isso vai acabar”, salientou Bolsonaro.

Essa política é contrária a adotada pelo Ministério da Economia, que segue as recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) para restringir a livre circulação de pessoas, tentando evitar dessa forma a disseminação da doença.

Inclusive o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, defendeu em pronunciamento nesta segunda-feira a manutenção da recomendação do isolamento nos estados, apontando “deficiências no sistema de saúde”.

BOLSONARO CRITICA HISTERIA E WILSON WITZEL

O presidente da República também voltou a apontar que o sentimento de pânico é o principal inimigo que o poder público deve combater no momento.

“O pânico é uma doença e o povo entrando em histeria os malefícios serão muito maiores que o coronavírus. Se fosse algo mortal para mim eu não estaria na rua. Nós sabemos que a mortalidade de 40 anos para baixo é quase zero. A cada 500 um pode realmente perder sua vida e essa pessoa normalmente já tem problemas de saúde”, defendeu Bolsonaro.

Nesse último domingo (29), Bolsonaro fez uma visita à população nas cidades de Ceilândia e Taguatinga, em Brasília, contrariando as medidas de isolamento recomendadas pelo Ministério da Saúde e pela OMS.

“Tivemos há pouco tempo atrás vírus como a H1N1, quando 800 pessoas morreram no ano passado e ninguém falou nada. Temos que ser como soldados no campo de batalha, alguns irão morrer, lamentamos, mas muitas outras pessoas irão morrer por outras doenças”, pontuou Bolsonaro.

Ainda na entrevista, Bolsonaro criticou medida tomada pelo opositor e governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSL), que restringiu o número de ônibus dos municípios da Baixada Fluminense que possam entrar na capital do estado.

“O que o governador do Rio de Janeiro fez em proibir a entrada de moradores da Baixada Fluminense pelo transporte público, sendo que muitas dessas pessoas são profissionais da saúde, é um exemplo desse tipo de erro que gera pânico e histeria”, finalizou o presidente.

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