Bolsonaro vai discutir ampliação do uso da cloroquina com Teich nesta quarta-feira (13)

Redação

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Na manhã desta quarta-feira (13), Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou no Palácio da Alvorada que irá discutir ampliação do uso da cloroquina em pacientes do coronavírus com o ministro da Saúde, Nelson Teich.

O presidente disse que a eficácia não foi comprovada, mas alegou que a cloroquina aliada com a azitromicina tem mostrado resultados positivos e deve ser pensada de forma emergencial.

“Vai ser discutido hoje com o ministro. O meu entendimento, ouvindo médicos, é que ela deve ser usada desde o início para quem está no grupo de risco, pessoas com comorbidades, com idade”, afirmou Bolsonaro.

Bolsonaro ainda disse quer alterar o protocolo do Ministério da Saúde sobre o uso do remédio, já que agora, a cloroquina só pode ser usada em casos graves.

BOLSONARO VAI ALINHAR USO DA CLOROQUINA COM TEICH

Nesta terça-feira, em seu Twitter, Teich apresentou estudos que mostram que a cloroquina apresenta efeitos colaterais. “Então, qualquer prescrição deve ser feita com base em avaliação médica. O paciente deve entender os riscos e assinar o “Termo de Consentimento” antes de iniciar o uso da cloroquina”, escreveu no tweet.

Quando perguntado sobre o posicionamento dos ministros, Bolsonaro disse que todos tem que estar afinados com ele, porque eles são indicações políticas.

“Olha só, todos os ministros, eu já sei qual é a pergunta, têm que estar afinados comigo. Todos os ministros são indicações políticas minhas e quando eu converso com os ministros eu quero eficácia na ponta”, afirmou na saída do Palácio da Alvorada.

ESTUDO INDICA QUE REMÉDIO NÃO REDUZ MORTES

Um novo e grande estudo publicado no The New England Journal of Medicine, um dos mais importantes periódicos científicos, mostrou que a hidroxicloroquina não tem eficácia para redução de mortes ou para impedir intubação de pacientes com a Covid-19.

O estudo observacional (ou seja, os pesquisadores não fizeram intervenções em pacientes) analisou informações de 1.376 pacientes que tinham sido tratados no Hospital Presbiteriano de Nova York entre 7 de março e 8 de abril (com acompanhamento até 25 de abril).

Entre os 1.376 pacientes que tiveram do dados analisados, 811 receberam hidroxicloroquina e 565 não. A maior parte das pessoas que tiveram os dados analisados começou a receber a medicação em até 48 horas após a hospitalização.

Após cerca de 22 dias, 346 pacientes morreram ou foram intubados. No fim do estudo, 232 pacientes tinham morrido, 1025 sobreviveram e receberam alta hospitalar, e outros 119 permaneciam hospitalizados.

Leia o estudo completo aqui!

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