Bolsonaro aposta corrida com Ratinho Jr. em inauguração de centro esportivo no Paraná

Redação

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) apostou corrida com o governador Ratinho Junior (PSD), do Paraná, nesta quinta-feira (4). O prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos (PSC), o ministro Luiz Eduardo Ramos, da Secretaria de Governo, e o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, também participaram da brincadeira durante a inauguração do Centro Nacional de Treinamento de Atletismo (CNTA).

O espaço foi projetado em 2012 para servir de apoio aos atletas das Olimpíadas do Rio de Janeiro. O centro deveria ter sido entregue em 2016, mas as obras sofreram diversos atrasos nos últimos governos. Foram investidos R$ 21 milhões, sendo R$ 15 milhões do governo federal e o resto do governo do Paraná. Agora o uso será destinado para a formação de jovens atletas e o incentivo ao esporte.

Após os discursos das autoridades, eles viram algumas exibições de jovens atletas e entraram na brincadeira. Conforme vídeo obtido pelo Paraná Portal, Bolsonaro foi um dos últimos colocados entre os participantes, mas foi bastante aplaudido.

Os ministros Onyx Lorenzoni, da Cidadania, e o general Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, também estiveram no evento. Maurren Higa Maggi, medalhista de ouro no salto em distância dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, foi outra figura ilustre na inauguração.

Ao desembarcar no no aeroporto de Cascavel, Bolsonaro foi recebido por dezenas de apoiadores. Além de cumprimentar os civis, o presidente ainda segurou uma placa contra a Rede Globo e uma caixa de leite condensado. “Não vai faltar energia para nós com o leite condensado. Aqueles que fazem fake news, a gente sabe o que tem que fazer com o leite condensado”, disse Bolsonaro, remetendo ao ataque aos jornalistas que fez em uma churrascaria de Brasília.

Bolsonaro segurando uma caixa de leite condensado no aeroporto. (Marcos Correa/PR)

O presidente se deslocou para Santa Catarina, onde participa da entrega de veículos para o Sistema Único de Assistência Social na tarde desta quinta-feira.

BOLSONARO SINALIZA APROVAÇÃO DO EXCLUDENTE DE ILICITUDE NO CONGRESSO

No Paraná, o presidente Jair Bolsonaro discursou sobre o atual momento do Brasil, destacando como o governo federal tem atuado. Falando diretamente aos militares e agentes de segurança, ele anunciou que pretende enviar projeto que amplia o excludente de ilicitude ao Congresso. O texto já foi apresentado no ano passado, mas fracassou. Agora, com os novos presidentes eleitos na Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e no Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), o chefe do Executivo negocia por apoio.

“Pior que uma decisão mal tomada é uma indecisão. Se vocês, policiais, raciocinarem por fração de segundos se aperta o gatilho ou não, você pode perder a sua vida para um marginal. Por isso eu pretendo botar em votação, já acordado e conversado com os presidentes da Câmara e do Senado, e vai passar pelo Parlamento, o excludente de licitude”, defendeu.

Presidente Jair Bolsonaro durante discurso em Cascavel. (GIlson Abreu/AEN)

Bolsonaro também disse que deve anunciar mudanças na política econômica dos combustíveis. Sem dar detalhes, ele informou que estará em em reunião com caminhoneiros, taxistas, motoristas e demais categorias que dependem do insumo. Uma das alterações será em relação aos impasses que levaram à greve dos motoristas autônomos no início da semana. Bolsonaro indicou que a alteração na política econômica tem como objetivo aumentar a previsibilidade do preço do combustível:

“Nós zeramos o imposto chamado CIDE [Combustíveis]. Temos o outro imposto, que tem a ver com o PIS/Cofins. O nosso é previsível, é 33 centavos. Já o ICMS, cada estado tem um valor, e varia de hoje para amanhã. E nós devemos viver na base da previsibilidade, se não fica difícil de se programar. Essa questão do combustível tem que ser tratada dessa maneira, e não escondida em um canto. Nós reconhecemos o trabalho dos caminhoneiros e agradeço a não adesão à greve. Se houvesse, todos nós perderíamos, sem exceção. O Brasil não pode parar”, finalizou Bolsonaro.

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