Bolsonaro brinca sobre cloroquina “quem for de esquerda toma tubaína”

Jorge de Sousa

Bolsonaro brinca sobre cloroquina "quem for de esquerda toma tubaína"

O presidente da República, Jair Bolsonaro, brincou nesta terça-feira (19) sobre a liberdade da população para tomar cloroquina, durante entrevista ao jornalista Magno Martins.

“Quem for de direita toma cloroquina, quem for de esquerda toma tubaína. Pode ser que lá na frente digam que foi um placebo, mas pode ser que digam que curava. Na minha consciência não vai ter isso”, discorreu Bolsonaro.

A cloroquina é um remédio comumente utilizado para tratar casos de malária e artrite, mas não recebeu comprovações científicas de sua efetividade contra o coronavírus.

Além disso, a cloroquina pode provocar efeitos colaterais nos pacientes, em especial a arritmia cardíaca. Por essa razão, os antigos ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, não defendiam essa utilização para o remédio.

Bolsonaro também tornou a apontar a imprensa como um dos culpados pela crise do coronavírus no Brasil por ter gerado “pânico” na população.

“Ter certas coisas que você tem que enfrentar. Vai lavar a mão, usar máscara e tomar banho. Eu sou um general que está na linha de combate e fui ver como estava o meu povo. Não criei aglomeração”, afirmou o presidente.

Outros responsáveis pela crise no país na visão do presidente são os governadores e prefeitos, que foram chamados de “ditadores” pelo chefe do executivo nacional.

“Os governadores têm duas formas para não seguirem esses decretos. Entrarem na Justiça e levar para o STF (Supremo Tribunal Federal) ou pedir para um deputado federal criar um projeto e votar no Congresso. Não seguir minhas determinações é agir como um ditador”, falou Bolsonaro.

Por fim, Bolsonaro salientou ser contra uma intervenção militar e a retomada de atos institucionais como o AI-5.

“Perguntei para um cidadão que estava com uma faixa de intervenção militar quem ele queria que entrasse no meu lugar. As pessoas não podem criticar o poder, tem que criticar as pessoas”, finalizou o presidente.

Vale lembrar que o Brasil registrou seu pior dia desde o início do levantamento do coronavírus em 26 de fevereiro, com novas 1.179 mortes e 17.408 casos confirmados da Covid-19, segundo o Ministério da Saúde.

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