Política
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Bolsonaro decreta luto oficial por morte de Shinzo Abe

Presidente da República chamou o assassinato do ex-premiê do Japão de "crueldade injustificável". Também espera que o responsável pelo "seja punido com rigor".

Redação - 08 de julho de 2022, 12:26

(Foto: Reprodução/Twitter)
(Foto: Reprodução/Twitter)

O presidente Jair Bolsonaro (PL) decretou luto oficial por três dias no Brasil após a morte de Shinzo Abe, ex-premiê do Japão, baleado em um comício nesta sexta-feira (8). O presidente da República chamou o crime de "crueldade injustificável" e que o responsável "seja punido com rigor".

Bolsonaro destacou o trabalho de liderança de Abe e a relação dele com o país: "Líder brilhante e que foi um grande amigo do Brasil".

"Como sinal de nosso respeito ao povo japonês, de reconhecimento pela amizade de Shinzo Abe com Brasil e de solidariedade diante de uma crueldade injustificável, decretei luto oficial em todo o país durante três dias. Que seu assassinato seja punido com rigor. Estamos com o Japão", publicou o presidente da República no Twitter.

ASSASSINATO DE SHINZO ABE

O ex-premiê do Japão Shinzo Abe foi assassinado nesta sexta-feira (8). Daqui dois dias, haverá eleições para o Senado japonês e ele estava em um comício quando houve o ataque.

Segundo o porta-voz do governo japonês, Hirokazu Matsuno, os tiros foram disparados pouco antes do meio-dia, no horário local, e "um homem, que se acredita ser o atirador, foi detido".

Segundo o relato de uma fonte anônima do Partido Liberal Democrático (PLD) feito à agência Jiji, Abe caiu após o ataque e sangrava pelo pescoço. Vários meios de comunicação informaram que o ex-chefe de governo foi atacado pelas costas, provavelmente com uma escopeta.

De acordo com o canal público do Japão NHK, Abe foi levado inconsciente ao hospital e teve uma parada cardiorrespiratória - o que, no Japão, indica a ausência de sinais de vida e geralmente precede um atestado de óbito oficial. Segundo informações da emissora citando fontes policiais, um homem de cerca de 40 anos foi desarmado e preso por tentativa de homicídio.