Bolsonaro desiste de impechment contra ministro Barroso, do STF

Redação

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não deverá apresentar o pedido de impeachment contra o ministro Luís Roberto Barroso, do STF (Supremo Tribunal Federal). A informação é da colunista Carla Araújo, do UOL.

Conforme a publicação, vários atores agiram para que Bolsonaro desistisse da ideia, apesar de que o “recuo pode ser temporário”. Um deles foi o ministro Ciro Nogueira, da Casa Civil, que afirmou ao presidente do STF, ministro Luiz Fux, que estava trabalhando com esse objetivo.

A desistência do impeachment de Barroso foi avaliada pela equipe de Bolsonaro como pouco eficaz. Vale lembrar que Barroso é o atual presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), mas a ideia do voto impresso foi vetada pelo Congresso Nacional. Além de ampliar o desgaste, o pedido ainda poderia diminuir as chances de aprovação para André Mendonça ocupar uma vaga no STF.

Mesmo com todo esse cenário, as batalhas entre os Poderes Executivo e Judiciário não vão cessar. Isso porque o principal alvo de Bolsonaro é o ministro Alexandre de Moraes.

ENTENDA POR QUE BOLSONARO MIRA MORAES

Bolsonaro focará energia contra ministro Alexandre de Moraes. (Foto: Nelson Jr./SCO/STF)

O presidente Jair Bolsonaro pode diminuir a carga dos ataques contra o ministro Roberto Barroso, mas não poupará energia contra o ministro Alexandre de Moraes, que já teve pedido de impeachment apresentado na semana passada.

O ministro comanda algumas investigações que correm no STF contra o presidente, como se o presidente vazou o inquérito sigiloso da Polícia Federal. Moraes também comanda o inquérito que apura ataques contra os ministros, no qual foi indexado uma live de Bolsonaro nas redes sociais.

Aliados do presidente também estão em processos relacionados a ele, como a atuação de milícias digitais que atacam a democracia. Além disso tudo, Alexandre de Moraes será o próximo presidente do TSE.

Vale lembrar que o STF deve decidir, em setembro, se Jair Bolsonaro prestará depoimento sobre o caso em que é suspeito de interferir indevidamente nas atividades da PF.

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