Bolsonaro diz não ter controle sobre ação de empresas no WhatsApp

Talita Fernandes - Folhapress


Após reportagem da Folha de S.Paulo mostrar que empresas estão comprando pacotes de mensagens contra o PT, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) disse “não ter controle” sobre o tema. A declaração foi dada ao site O Antagonista.

“Eu não tenho controle se tem empresário simpático a mim fazendo isso. Eu sei que fere a legislação. Mas eu não tenho controle, não tenho como saber e tomar providência”, afirmou.
Ele sugeriu ainda que essas ações possam estar sendo feitas por pessoas de esquerda para prejudicá-lo.

“Pode ser gente até ligada à esquerda que diz que está comigo para tentar complicar a minha vida me denunciando por abuso de poder econômico”, disse ao O Antagonista.

O candidato usou as redes sociais para comentar a matéria da Folha de S.Paulo. Ele chamou os tribunais e a imprensa para “agirem” ao replicar uma postagem feita por Felipe Moura Brasil, do Antagonista, na qual ele acusa Fernando Haddad (PT) de espalhar notícias falsas.

Reportagem da Folha de S.Paulo desta quinta-feira (18) mostrou que empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp e preparam uma grande operação na semana anterior ao segundo turno.

Bolsonaro também escreveu que o PT, seu adversário no segundo turno, não é prejudicado por notícias falsas, mas pela verdade. “Roubaram o dinheiro da população, foram presos, afrontaram a Justiça, desrespeitaram as famílias e mergulharam o país na violência e no caos. Os brasileiros sentiram tudo isso na pele, não tem mais como enganá-los!”

Bolsonaro cita ‘apoio voluntário’ ao falar sobre atuação de empresas em WhatsApp

Patrícia Pasquini, Folhapress

O candidato à Presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro, usou sua conta no Twitter para comentar reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (18) sobre a compra, por empresas, de pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp.

A prática é considerada ilegal já que se trata de financiamento empresarial de campanha, o que é proibido por lei, e, ainda por cima, não é declarado.
“Apoio voluntário é algo que o PT desconhece e não aceita. Sempre fizeram política comprando consciências. Um dos ex-filiados de seu partido de apoio, o PSOL, tentou nos assassinar. Somos a ameaça aos maiores corruptos da história do Brasil. Juntos resgataremos nosso país!”, afirma o post.

Deputados pedem ao Ministério Público investigação contra Bolsonaro

Folhapress

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) protocolou junto à PGE (Procuradoria-Geral Eleitoral) um pedido de investigação em decorrência de reportagem da Folha de S.Paulo desta quinta-feira (18) que revela a compra, por empresas, de pacotes de disparos em massa de mensagens contra o PT no WhatsApp.

A prática é considerada ilegal já que se trata de financiamento empresarial de campanha, o que é proibido por lei, e, ainda por cima, não é declarado. Wyllys diz no pedido, feito nesta quinta, que a reportagem indica atos ilícitos, como caixa dois e abuso de poder econômico, e que o resultado da eleição pode ser fraudado com a iniciativa dos apoiadores do candidato do PSL, Jair Bolsonaro.
O congressista pede “providências junto à Justiça Eleitoral para punir a chapa presidencial em questão de acordo com a lei, inclusive, se for o caso, com a cassação da chapa”.

Em outro pedido ao Ministério Público, o deputado federal petista Jorge Solla (BA) requer uma investigação sobre a divulgação de notícias falsas pela candidatura de Bolsonaro. Solla escreveu que o candidato do PSL tem, por exemplo, vinculado, o candidato Fernando Haddad (PT) com a distribuição do livro “Aparelho Sexual e Cia”. O deputado, porém, sustenta que o próprio Ministério da Educação, comandado por Haddad até 2012, afirma que nunca produziu, adquiriu ou distribuiu a obra.

O deputado do PT diz que uma eleição “viciada de falsidade” é passível até de anulação e pede que, “ao final, seja provocado o Tribunal Superior Eleitoral para que sejam anulados os votos direcionados ao candidato Jair Messias Bolsonaro nas eleições gerais de 2018, especialmente no segundo turno”.

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