Política
Compartilhar

Bolsonaro diz que Brasil vai enfrentar problemas de abastecimento

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta quinta-feira (7), que o Brasil deve enfrentar "problemas de aba..

Ricardo Della Coletta - Folhapress - 08 de outubro de 2021, 07:19

BRASÍLIA, DF, 09.08.2019 - O presidente Jair Bolsonaro participa, ao lado do vice-presidente Hamilton Mourão, do ministro-chefe do GSI, General Augusto Heleno, e do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, durante cerimônia de cumprimentos aos oficiais generais recém-promovidos, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 09.08.2019 - O presidente Jair Bolsonaro participa, ao lado do vice-presidente Hamilton Mourão, do ministro-chefe do GSI, General Augusto Heleno, e do ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, durante cerimônia de cumprimentos aos oficiais generais recém-promovidos, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta quinta-feira (7), que o Brasil deve enfrentar "problemas de abastecimento" no ano que vem. De acordo com o mandatário, o cenário de possível falta de produtos em 2022 está relacionado com a crise energética na China.

"Eu vou avisar um ano antes, fertilizantes: por questão de crise energética, a China começa a produzir menos fertilizantes. Já aumentou de preço, vai aumentar mais e vai faltar. A cada cinco pratos de comida no mundo, um sai do Brasil. Vamos ter problemas de abastecimento ano que vem", declarou Bolsonaro, durante cerimônia no Palácio do Planalto.

Ainda segundo Bolsonaro, diante do cenário a SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos) está concluindo a elaboração de um plano emergencial de fertilizantes. A crise energética chinesa vem obrigando o país asiático a promover apagões programados por falta de capacidade de geração.

O quadro na segunda maior economia do mundo deve ter impactos sobre o Brasil, sendo que os primeiros efeitos já estão sendo sentidos. O agronegócio enfrenta maior dificuldade para comprar defensivos e fertilizantes e o setor de mineração vê as cotações internacionais em queda. O setor de energia, por sua vez, é afetado pelos preços recordes do gás natural.​

Interlocutores no governo que acompanham o tema dizem que a previsão é que a crise energética chinesa tenha impactos sobre a produção agrícola brasileira. No entanto, eles afirmaram, sob condição de anonimato, que no momento não trabalham com um cenário de desabastecimento.

Estão sendo estudadas -dizem interlocutores- para diminuir os efeitos da possível falta de fertilizantes e defensivos agrícolas. Mais tarde, durante sua live semanal, Bolsonaro voltou ao tema. "Como deve faltar fertilizante, por falta de oferta no mercado, ele , não é apenas inflação, está havendo desabastecimento", disse.