Política
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Bolsonaro diz que usará caneta contra integrantes do governo que viraram estrelas

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou que "usará a caneta" para desligar integrantes do seu governo. Sem ci..

Redação - 05 de abril de 2020, 20:27

(Reprodução/Youtube)
(Reprodução/Youtube)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou que "usará a caneta" para desligar integrantes do seu governo. Sem citar nomes, ele afirmou que a hora deles 'vai chegar'. As afirmações foram feitas a um grupo de religiosos que esteve no Palácio da Alvorada neste domingo (5).

"Escolhi por critério técnico, errei em alguns. Agora estamos vivendo um novo momento. (...) Algumas pessoas no meu governo, algo subiu a cabeça deles. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas. Falam pelos cotovelos, tem provocações. A hora deles não chegou ainda não, vai chegar a hora deles", disparou Bolsonaro.

Na mesma toada, Bolsonaro ainda disse que não tem medo de usar a caneta. "Não tenho medo, nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil. Não é para o meu bem. Nada pessoal meu", completou.

Além disso, Bolsonaro voltou a pedir o fim do isolamento. "Eu posso ficar em quarentena três anos aqui, mas a grande maioria do povo brasileiro tem que fazer alguma coisa".

O vídeo da conversa foi publicado por Bolsonaro em suas redes sociais.

https://twitter.com/jairbolsonaro/status/1246921823725522944

BOLSONARO VEM TENDO PROBLEMAS COM MANDETTA

Nas últimas semanas, Bolsonaro vai tendo atritos com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O presidente declarou que falta "humildade" a Mandetta, que reconheceu as "tensões".

Além disso, Mandetta ainda chegou a ser questionado se vê chances de ser demitido, mas foi interrompido por um colega. O ministro da Casa Civil, Walter Souza Braga Netto, tomou a palavra e disse que "isso não existe no momento".

Vale lembrar ainda que a última pesquisa DataFolha, divulgada na última sexta-feira (3), aponta que Bolsonaro tem aprovação pior que a do Ministério da Saúde e do que governadores, que também vão tendo conflitos com o presidente em meio à crise do coronavírus.

Bolsonaro teve o trabalhado avaliado como ótimo/bom por 33% dos 1.511 entrevistados, enquanto o Ministério teve o índice de 76% e os governadores com 58%. Na pesquisa anterior, as taxas de aprovação eram 35% (presidente), 55% (Ministério) e 54% (governadores).