Bolsonaro diz que usará ‘caneta’ contra integrantes do governo que “viraram estrelas”

Redação

jair bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou que “usará a caneta” para desligar integrantes do seu governo. Sem citar nomes, ele afirmou que a hora deles ‘vai chegar’. As afirmações foram feitas a um grupo de religiosos que esteve no Palácio da Alvorada neste domingo (5).

“Escolhi [o ministério] por critério técnico, errei em alguns. Agora estamos vivendo um novo momento. (…) Algumas pessoas no meu governo, algo subiu a cabeça deles. Eram pessoas normais, mas de repente viraram estrelas. Falam pelos cotovelos, tem provocações. A hora deles não chegou ainda não, vai chegar a hora deles”, disparou Bolsonaro.

Na mesma toada, Bolsonaro ainda disse que não tem medo de usar a caneta. “Não tenho medo, nem pavor. E ela vai ser usada para o bem do Brasil. Não é para o meu bem. Nada pessoal meu”, completou.

Além disso, Bolsonaro voltou a pedir o fim do isolamento. “Eu posso ficar em quarentena três anos aqui, mas a grande maioria do povo brasileiro tem que fazer alguma coisa”.

O vídeo da conversa foi publicado por Bolsonaro em suas redes sociais.

BOLSONARO VEM TENDO PROBLEMAS COM MANDETTA

Nas últimas semanas, Bolsonaro vai tendo atritos com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. O presidente declarou que falta “humildade” a Mandetta, que reconheceu as “tensões”.

Além disso, Mandetta ainda chegou a ser questionado se vê chances de ser demitido, mas foi interrompido por um colega. O ministro da Casa Civil, Walter Souza Braga Netto, tomou a palavra e disse que “isso não existe no momento”.

Vale lembrar ainda que a última pesquisa DataFolha, divulgada na última sexta-feira (3), aponta que Bolsonaro tem aprovação pior que a do Ministério da Saúde e do que governadores, que também vão tendo conflitos com o presidente em meio à crise do coronavírus.

Bolsonaro teve o trabalhado avaliado como ótimo/bom por 33% dos 1.511 entrevistados, enquanto o Ministério teve o índice de 76% e os governadores com 58%. Na pesquisa anterior, as taxas de aprovação eram 35% (presidente), 55% (Ministério) e 54% (governadores).

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