Bolsonaro diz que qualquer ‘bundão’ da imprensa tem mais chance de morrer por covid

Redação

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta segunda-feira (24) que se um “bundão” da imprensa contrair o novo coronavírus, a “chance de sobreviver é menor”. A frase foi dita durante o evento “Brasil vencendo a Covid-19”, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília.

“Aquela história de atleta que o pessoal da imprensa vai para o deboche. Mas quando pega num ‘bundão’ de vocês, a chance de sobreviver é bem menor”, disse Bolsonaro.

“Só sabe fazer maldade, usar a caneta com maldade em grande parte. Tem exceções como o Alexandre Garcia aqui. A chance de sobreviver é bem menor que a minha. E quem falou gripezinha foi o Dráuzio Varella e depois eu fui atrás”, completou o presidente.

O evento foi transmitido pela TV Brasil. Veja o vídeo com esse trecho:

BOLSONARO VOLTA A ATACAR A IMPRENSA APÓS FALAR QUE GOSTARIA DE AGREDIR REPÓRTER

O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar a imprensa após ter falado a um repórter do jornal O Globo que gostaria de agredi-lo.

“Vontade de encher sua boca de porrada”, respondeu o presidente após o jornalista perguntar sobre os cheques que a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, teria recebido de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, filho de Jair.

Queiroz e Flávio são investigados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por suposta rachadinha durante o mandato de deputado do filho do presidente. Os dois seriam os líderes da prática que consiste em os funcionários do gabinete na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) devolverem parte do salário ao deputado.

A investigação surgiu a partir de um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), que identificou movimentações financeiras “incompatíveis” com a atividade de Queiroz.

Entre as transações, foi constatado um cheque no valor de R$ 24 mil favorecendo a então futura primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Contudo, a revista Crusoé revelou que Queiroz e sua mulher, Márcia Aguiar, repassaram R$ 89 mil para a conta de Michelle entre 2011 e 2016, anos antes de Jair Bolsonaro assumir a Presidência da República.

A família Bolsonaro nega irregularidades enquanto Queiroz e Márcia estão cumprindo prisão domiciliar por obstruir investigações.

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