Bolsonaro afirma que pessoas com mais de 18 anos serão vacinadas até o fim do ano

Jorge de Sousa

Bolsonaro afirma que pessoas com mais de 18 anos serão vacinadas até o fim do ano

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), declarou em pronunciamento na noite desta quarta-feira (2), que toda a população com mais de 18 anos será vacinada contra a Covid-19 até o fim do ano.

“O Brasil é o quarto país que mais vacina no planeta e neste ano, todos os brasileiros que assim desejarem, serão vacinados”, pontuou Bolsonaro.

Sem citar a produção de vacinas pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac, Bolsonaro também citou que em breve a Fiocruz irá produzir imunizantes contra a doença no Brasil.

“Assinamos acordo de transferência de tecnologia para a produção de vacinas no Brasil, entre a AstraZeneca e a Fiocruz. Com isso passamos a integrar a elite de apenas cinco países que possuem vacinas contra Covid-19 no mundo”, prosseguiu o presidente.

Bolsonaro também novamente disse que a decisão por medidas restritivas contra a Covid-19 – como limitar o funcionamento de atividades não essenciais, foram tomadas por estados e municípios.

“Nosso governo não obrigou ninguém a ficar em casa, não fechou comércios, não fechou igrejas e não tirou o sustento de milhões de trabalhadores informais. Nosso governo joga dentro das quatro linhas da Constituição, considera o direito de ir e vir, o direito ao trabalho e a livre exercício de cultos religiosos inegociáveis”, finalizou o presidente.

BOLSONARO CITA INVESTIMENTOS, MAS NÃO CONTEXTUALIZA DADOS

O presidente ainda utilizou o pronunciamento para divulgar outros investimentos feitos pelo Governo Federal, como o auxílio emergencial o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) e a finalização de obras paradas, como a BR-163 no Pará e a construção da ferrovia Norte-Sul, ligando o Porto de Itaqui, no Maranhão, ao Porto de Santos, em São Paulo.

Em clara referência aos governos presidenciais dos petistas Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, Bolsonaro apontou que os R$ 320 bilhões pagos ao auxilio emergencial superam os valores pagos em “dez anos de Bolsa Família”, mas sem contextualizar as diferenças entre os benefícios, assim como a correção monetária no período.

Outro apontamento ao governo petista feito por Bolsonaro foi em relação ao desempenho das estatais. Citando dois anos de superávit da Caixa Econômica Federal – também registrado nas gestões Lula e Dilma, o atual presidente apontou que as estatais no passado “davam prejuízo de dezenas de milhões de reais, devido a corrupção sistêmica e generalizada”.

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