Bolsonaro faz pronunciamento em rede nacional nesta terça-feira (23)

Redação

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) fará pronunciamento em cadeia nacional às 20h30 nesta quarta-feira (23). Os veículos de comunicação foram avisados que o discurso presidencial terá quatro minutos de duração e foi gravado durante esta tarde.

De acordo com Carla Araujo, colunista do UOL, Bolsonaro falará sobre o atual momento da pandemia. O foco do pronunciamento é incentivar a vacinação da população.

Uma das mudanças na postura do presidente é o trunfo com a mudança no comando do Ministério da Saúde. O cardiologista Marcelo Queiroga foi nomeado como novo ministro nesta quarta-feira em cerimônia fechada. Com isso, o general Eduardo Pazuello deixa o comando da pasta de forma oficial.

Vale lembrar que o presidente ainda tenta emplacar campanha com a imagem de Zé Gotinha. Há duas semanas, o senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente, pediu que seus seguidores compartilhassem a imagem do personagem símbolo da vacinação no país.

O pronunciamento de Bolsonaro acontece após o recorde de mortes por covid-19. Segundo os dados do Conass, foram 3.251 óbitos registrados nas 24 horas.

BOLSONARO TERÁ REUNIÃO COM LÍDERES DOS OUTROS PODERES

Após o pronunciamento, Jair Bolsonaro terá reunião com os chefes dos Poderes Judiciário e Legislativo. A previsão é que sejam debatidas medidas de combate ao coronavírus.

Contudo, de acordo com a Folha de S. Paulo, o encontro é visto pelos parlamentares e ministros como uma roupagem do atual comportamento do governo federal.

PRESIDENTE VIU STF BARRAR AÇÃO

Outra ação que movimentou a terça-feira (23) do presidente Jair Bolsonaro foi a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, que rejeitou o pedido para derrubar os decretos restritivos de três estados.

Bolsonaro agiu para tentar suspender as medidas tomadas no Distrito Federal, Bahia e Rio Grande do Sul. O processo era embasado com os argumentos que as restrições não têm amparo legal no Brasil e que as ações afrontam a liberdade econômica.

Marco Aurélio apontou que municípios, estados e União formam uma espécie de “condomínio” e que cabe ao presidente uma “liderança” no combate à pandemia.

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