Bolsonaro está de “saco cheio” e quer demitir Mandetta, diz colunista

Redação

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O presidente Jair Bolsonaro pensa em demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Conforme as informações de Tales Faria, colunista do UOL, o chefe do Poder Executivo tem dito a auxiliares que está de ‘saco cheio de Mandetta’.

“Bolsonaro só não o demitiu até agora para evitar agudizar a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus”, revela o colunista.

Além disso, o presidente também já teria escolhido o responsável por assumir o Ministério da Saúde na eventual exoneração de Mandetta. Antonio Barra Torres, médico da Marinha e atual presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), seria a opção de Bolsonaro.

Faria relata ainda que o presidente se sente abandonado por parte dos empresários que o apoiaram nas eleições. Por isso, teme que a demissão de Mandetta se transforme em um rompimento definitivo.

BOLSONARO E MANDETTA

A relação ficou estremecida após o pronunciamento oficial de Jair Bolsonaro na semana passada. O presidente voltou a declarar que o coronavírus é uma “gripezinha” e apenas as pessoas do grupo de risco devem ficar em casa – contrariando as recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde) e do próprio Ministério da Saúde.

Por causa dessa postura, as especulações da saída de Mandetta começaram a surgir. Contudo, o atual ministro deixou claro que só sairá do cargo caso “o presidente queira” ou caso adoeça, impedindo de realizar sua função.

O Estado de S. Paulo noticiou que uma reunião entre ambos foi um divisor de águas. Segundo a reportagem de Eliane Cantanhêde, Mandetta apelou para Bolsonaro criar um ambiente favorável entre o governo federal e os Estados. Além disso, também pediu para não menosprezar o coronavírus nas suas manifestações. Para completar, o ministro deixou claro que criticará o presidente caso Bolsonaro se aventure em ir a um metrô, por exemplo. A resposta de Bolsonaro foi que iria exonera-lo caso isso acontecesse.

Por fim, Mandetta também deixou claro que ele e sua equipe não vão pedir demissão durante a crise, mas podem sair depois que ela passar. “Ele [Mandetta], inclusive, se colocou à disposição para assumir a função de ‘bode expiatório’, em caso de fracasso, e se comprometeu a não capitalizar politicamente, em caso de sucesso. Disse que não tem ambições políticas nem reivindica nenhuma posição de destaque”, completa a reportagem.

Hoje (30), Bolsonaro está avaliando um novo decreto para mudar as regras do isolamento social. A medida elevaria um novo embate com os governadores e prefeitos, colocando todas as ações regionais em xeque.

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