Bolsonaro rebate crítica de Haddad com imagem de Lula sendo escoltado pela polícia

Redação

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou uma foto de Luiz Inácio Lula da Silva para rebater uma crítica de Fernando Haddad (PT) nesta terça-feira (7).

O ex-prefeito de São Paulo afirmou ontem que nunca um presidente do Brasil se colocou em “situação tão humilhante” quanto Bolsonaro. A declaração foi feita após Mandetta declarar que segue no comando do Ministério da Saúde apesar dos atritos com o presidente.

Contudo, Bolsonaro respondeu Haddad com uma foto de Lula sendo escoltado por agentes da Polícia Federal durante o tempo que foi preso após ter sido condenado por corrupção.

Na semana passada, o presidente já tinha respondido uma crítica do petista. Haddad tinha pedido para que o chefe do Poder Executivo renunciasse ao cargo e disse que ele “nunca foi presidente”. A resposta de Bolsonaro foi com uma foto sua sorrindo e a manchete: “Bolsonaro é eleito presidente e interrompe série de vitórias do PT”.

Vale lembrar que a segunda-feira (6) foi marcada pelo risco de exoneração do ministro e da reunião interministerial. Bolsonaro e Mandetta ficaram frente à frente após os conflitos nas últimas semanas, mas interlocutores evitaram a demissão de Mandetta.

Ministros militares, como o general Walter Braga Neto, chefe da Casa Civil, e congressistas, como o presidente do Senado Davi Alcolumbre, manifestaram apoio pela permanência do médico no governo federal.

Por enquanto, o Palácio do Planalto ainda não emitiu qualquer informação sobre qual é a situação do desgaste entre o presidente e seus ministros.

BOLSONARO VÊ CRÍTICAS AUMENTAREM

Fernando Haddad foi um dos líderes políticos que assinou o manifesto que pediu a renuncia de Bolsonaro. Além dele, Ciro Gomes (PDT), Guilherme Boulos (PSOL), Manuela Dávila (PCdoB), outros candidatos à presidência em 2018, também assinaram o documento. Diversos presidentes de partidos, como Gleisi Hoffmann (PT), e ex-governadores, como Tarso Genro (PMDB-RS) e Roberto Requião (PMDB-PR) também integraram o grupo.

Bolsonaro vê as críticas e pressão popular aumentarem em meio à crise da pandemia do coronavírus. Na última pesquisa Datafolha, por exemplo, mostrou que o Ministério da Saúde tem uma aprovação de 76% das pessoas em relação à gestão no confronto ao coronavírus. Já o trabalho do presidente na crise é classificado como ótimo/bom de apenas 33%, ou seja, menos que a metade.

Por fim, têm sido constantes os ‘panelaços’ contra o presidente.

Nota de atualização: Fernando Haddad foi prefeito de São Paulo e não governador, como estava no texto original. A informação foi corrigida.

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