Política
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Bolsonaro fala sobre possibilidade de impeachment: Só Deus me tira daqui

Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não deixará o cargo da Presidência da República com qualquer impeachment. Em en..

Redação - 15 de janeiro de 2021, 17:14

(Isac Nóbrega/PR)
(Isac Nóbrega/PR)

Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não deixará o cargo da Presidência da República com qualquer impeachment. Em entrevista concedida a José Luiz Datena, na TV Band, o presidente nem cogitou qualquer um dos cerca de 60 pedidos serem abertos no Congresso.

" Deus me tira daqui, Datena. Não existe nada de concreto contra mim. Agora, me tirar na mão grande, não vão me tirar", afirmou Bolsonaro.

O presidente ainda atacou dois dos seus principais críticos: João Doria (PSDB), governador de São Paulo, e Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados. Bolsonaro ironizou a dupla, dizendo que eles devem encabeçar uma chapa para as eleições presidenciais em 2022. "Já pensou? Vai ganhar no primeiro turno, com toda a certeza", disse.

Bolsonaro ainda retrucou as críticas que sofre devido à conduta na pandemia de covid-19. O presidente classificou os ataques como injustos e disse que age para conter o coronavírus mesmo com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em atribuir o poder de ações aos estados e municípios. Ele exemplificou a situação de Manaus, que registra morte por falta de oxigênio.

"É pancada o tempo todo. Se tirar Bolsonaro e coronavírus, não tem Jornal Nacional. Tenho agido porque sou ser humano e tenho amor ao povo brasileiro. Estou fazendo todo o possível para minimizar o sofrimento desse povo", completou Bolsonaro.

Mais cedo, o presidente afirmou que "fez sua parte" para evitar o colapso do sistema de Saúde no Amazonas.

MAIA RETRUCA BOLSONARO: STF NÃO TIROU RESPONSABILIDADE DE COORDENAÇÃO

Após encerrar a entrevista com Jair Bolsonaro, Datena colocou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, no ar. O parlamentar retrucou os ataques e reforçou que o governo federal tem culpa no cenário atual da pandemia no país.

"Ninguém aqui tá disputando eleição. Essa onda veio mais pesada, tem gente morrendo, e queremos soluções. É responsabilidade do governo federal coordenar o Sistema Único de Saúde e organizar a questão da vacinação, que foi negada por parte do entorno do presidente", disse Maia.

Ele ainda reforçou que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), em maio de 2020, apenas deu poder aos estados e municípios sobre as medidas necessárias no combate à covid-19. "É interessante como se tenta falar que o Supremo tirou a responsabilidade do presidente, que é o coordenador do SUS. O Supremo não tirou essa atribuição em nenhum momento", retrucou.

Além disso, Maia ainda disse que não acompanhou a coletiva de Doria na qual o governador disparou diversas críticas contra o presidente.

"Eu entendo a indignação vendo o que acontece em Manaus, a desorganização. odo esse debate sobre Manaus, sobre o covid, tem um posto de vista, um erro original: a negação dos impactos e das consequências no nosso país. A previsão do governo federal é que teríamos mil mortes. Esse erro, e não ter uma preparação antecipada, nos levou a consequência que não foram positivas", finalizou.