Bolsonaro fala sobre possibilidade de impeachment: “Só Deus me tira daqui”

Redação

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Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que não deixará o cargo da Presidência da República com qualquer impeachment. Em entrevista concedida a José Luiz Datena, na TV Band, o presidente nem cogitou qualquer um dos cerca de 60 pedidos serem abertos no Congresso.

Deus me tira daqui, Datena. Não existe nada de concreto contra mim. Agora, me tirar na mão grande, não vão me tirar”, afirmou Bolsonaro.

O presidente ainda atacou dois dos seus principais críticos: João Doria (PSDB), governador de São Paulo, e Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados. Bolsonaro ironizou a dupla, dizendo que eles devem encabeçar uma chapa para as eleições presidenciais em 2022. “Já pensou? Vai ganhar no primeiro turno, com toda a certeza”, disse.

Bolsonaro ainda retrucou as críticas que sofre devido à conduta na pandemia de covid-19. O presidente classificou os ataques como injustos e disse que age para conter o coronavírus mesmo com a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) em atribuir o poder de ações aos estados e municípios. Ele exemplificou a situação de Manaus, que registra morte por falta de oxigênio.

“É pancada o tempo todo. Se tirar Bolsonaro e coronavírus, não tem Jornal Nacional. Tenho agido porque sou ser humano e tenho amor ao povo brasileiro. Estou fazendo todo o possível para minimizar o sofrimento desse povo”, completou Bolsonaro.

Mais cedo, o presidente afirmou que “fez sua parte” para evitar o colapso do sistema de Saúde no Amazonas.

MAIA RETRUCA BOLSONARO: STF NÃO TIROU RESPONSABILIDADE DE COORDENAÇÃO

Após encerrar a entrevista com Jair Bolsonaro, Datena colocou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, no ar. O parlamentar retrucou os ataques e reforçou que o governo federal tem culpa no cenário atual da pandemia no país.

“Ninguém aqui tá disputando eleição. Essa onda veio mais pesada, tem gente morrendo, e queremos soluções. É responsabilidade do governo federal coordenar o Sistema Único de Saúde e organizar a questão da vacinação, que foi negada por parte do entorno do presidente”, disse Maia.

Ele ainda reforçou que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), em maio de 2020, apenas deu poder aos estados e municípios sobre as medidas necessárias no combate à covid-19. “É interessante como se tenta falar que o Supremo tirou a responsabilidade do presidente, que é o coordenador do SUS. O Supremo não tirou essa atribuição em nenhum momento”, retrucou.

Além disso, Maia ainda disse que não acompanhou a coletiva de Doria na qual o governador disparou diversas críticas contra o presidente.

“Eu entendo a indignação vendo o que acontece em Manaus, a desorganização. odo esse debate sobre Manaus, sobre o covid, tem um posto de vista, um erro original: a negação dos impactos e das consequências no nosso país. A previsão do governo federal é que teríamos mil mortes. Esse erro, e não ter uma preparação antecipada, nos levou a consequência que não foram positivas”, finalizou.

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