Política
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Bolsonaro diz que vídeo da reunião de ministros deveria ter sido destruído

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje (12) que a fita do vídeo da reunião interministerial do dia 22 de a..

Redação - 12 de maio de 2020, 16:48

Isac Nóbrega/PR
Isac Nóbrega/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse hoje (12) que a fita do vídeo da reunião interministerial do dia 22 de abril deveria ter sido destruída.

"A fita era para ter sido destruída, mas não foi", disse o presidente à imprensa na rampa do Palácio do Planalto.

As declarações são dadas após a defesa de Moro afirmar que o vídeo comprova as declarações do ex-ministro e defender a divulgação do registro. Segundo fontes, Bolsonaro vincula a troca no comando da PF com a proteção da sua família.

Entretanto, o presidente nega as informações e disse que as palavras "Superintendência" e "Polícia Federal" não foram ditas durante a reunião gravada.

Bolsonaro também falou que o vídeo está classificado como 'secreto' no governo federal e que é a última 'tentativa midiática' para tentar provar as acusações do ex-ministro Sergio Moro.

"Zero moro bolsonaro Moro e Bolsonaro vivem guerra jurídica. (Marcos Corrêa/PR)

A íntegra do vídeo foi exibida, nesta terça-feira (12) para integrantes da PGR (Procuradoria-Geral da República), Sergio Moro e seus advogados, integrantes do governo federal e da PF. Segundo a apuração do Paraná Portal, a exibição foi encerrada por volta das 14h30.

O registro faz parte do inquérito que investiga a possível interferência política do presidente Jair Bolsonaro na PF.

A investigação foi autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) após pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Maurício Valeixo, ex-diretor-geral da PF, Alexandre Ramagem, escolhido pelo presidente a assumir a direção-geral da PF e que teve sua nomeação suspensa, e Ricardo Saadi, ex-superintendente da PF no Rio de Janeiro, prestaram depoimentos ontem (110.

Além deles, outras 10 pessoas serão ouvidas até a próxima quinta-feira (14).

Hoje, três ministros militares citados por Moro serão ouvidos: Walter Braga Netto (Casa Civil), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e general Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). Depois, seis delegados da PF e a deputada federal Carla Zambelli também prestaram depoimentos.

Contudo, o principal elemento da investigação é o vídeo da reunião interministerial do dia 22 de abril. O governo entregou o vídeo em sua íntegra ao STF e foi reproduzido para as partes envolvidas nesta terça-feira (12).