Política
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Bretas condena Eike a 30 anos de prisão na Lava Jato

Italo NogueiraO empresário Eike Batista foi condenado a 30 anos de reclusão na ação penal em que é acusado de ter..

Folhapress - 03 de julho de 2018, 12:10

BRASÍLIA, DF, 29.11.2017: CPI-BNDES - O empresário Eike Batista presta depoimento na CPI do BNDES, em Brasília, nesta quarta. Eike, que chegou a ser preso em janeiro na Operação Eficiência, é suspeito de lavar US$ 16,5 milhões em esquema de pagamento de propinas com uso de contratos fictícios direcionados ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral. (Fotos: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 29.11.2017: CPI-BNDES - O empresário Eike Batista presta depoimento na CPI do BNDES, em Brasília, nesta quarta. Eike, que chegou a ser preso em janeiro na Operação Eficiência, é suspeito de lavar US$ 16,5 milhões em esquema de pagamento de propinas com uso de contratos fictícios direcionados ao ex-governador do Rio Sérgio Cabral. (Fotos: Pedro Ladeira/Folhapress)

Italo Nogueira

O empresário Eike Batista foi condenado a 30 anos de reclusão na ação penal em que é acusado de ter pago propina ao ex-governador Sérgio Cabral (MDB). É a primeira condenação do empresário.

O juiz Marcelo Bretas também impôs ao emedebista uma pena de 22 anos e 8 meses de prisão. É a sexta condenação contra o ex-governador, que acumula agora 122 anos e 8 meses de prisão. A sentença, proferida nesta terça-feira (2), é decorrente da Operação Eficiência, na qual Eike foi acusado de ter pago U$S 16,5 milhões em 2010 (cerca de R$ 30 milhões à época) a Cabral. O pagamento ocorreu no exterior por meio dos doleiros Renato e Marcelo Chebar, que operavam para o ex-governador.

Bretas também condenou outras quatro pessoas, entre elas a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo e Flávio Godinho, ex-braço direito de Eike no grupo EBX.

Em interrogatório, Cabral negou que tenha recebido propina. Afirmou que Eike contribuiu para o caixa dois de sua campanha e que o repasse foi organizado entre Godinho e os Chebar.