Câmara de Curitiba acaba com cargos de motorista no serviço público

Redação

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Duas pautas encaminhadas pelo prefeito de Curitiba, Rafael Greca, foram votadas em regime de urgência na CMC (Câmara Municipal de Curitiba) nesta segunda-feira (9). As propostas de repasse de R$ 6 milhões ao CuritibaPrev e com a extinção da função de motorista na administração pública da capital paranaense foram aprovadas pelos vereadores.

Com a decisão, a Prefeitura de Curitiba, a FCC (Fundação Cultural de Curitiba), a FAS (Fundação de Ação Social) e o Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba) irão deixar de ter motoristas em seu quadro de funcionários. A proposta foi aprovada com 21 votos favoráveis e três contrários.

Junto do texto original, a vereadora Maria Leticia (PV) protocolou subemenda que preserva o direito dos 146 funcionários que atualmente ocupam essas funções.

Mas a vereadora Professora Josete (PT) reclamou do caráter de urgência dado para essa pauta, citando que o serviço público municipal tem sofrido um “desmonte”. “Temos carros parados, de convênios com o governo federal, inclusive, devido à falta de motoristas”, finalizou a líder da oposição na Câmara.

CURITIBAPREV GERA DEBATES

A CuritibaPrev foi criada para ser um regime complementar à previdência da capital paranaense. A proposta de dobrar os investimentos de R$ 6 milhões para R$ 12 milhões, sob justificativa de adiantar as contribuições destinadas ao custeio administrativo foi aprovada por 23 votos contra dez.

Segundo a Prefeitura de Curitiba, o valor inicialmente previsto está dividido em parcelas mensais de R$ 300 mil irá terminar em maio de 2020.

O regime de urgência na votação da pauta foi defendida pelo vice-presidente da Comissão de Economia, Finanças e Fiscalização e presidente da Câmara, Serginho do Posto (PSDB). “Já houve um debate prévio na aprovação desse regime. O fundo começa com certa dificuldade, no sentido que seu custeio precisaria receber um aporte maior, mas está sendo instituída e gerida de forma responsável”, finalizou o vereador.

Mas um dos vereadores que se posicionaram contra o projeto foi Noemia Rocha (PMDB), que reclamou da quebra de etapas de discussão da pauta na Câmara. “Minimamente, tinha que ter passado pela Comissão de Justiça (CCJ) desta Casa. Garantiram no pacotaço que era a solução (para a previdência dos servidores). Não foi feita uma adesão dos federados, houve muita falta planejamento”, finalizou Rocha.

Outra posição contrária a CuritibaPrev apresentada foi feita pelo representante da direção do Sismmac (Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba), Wagner Argenton, que questionou os impactos ao contribuinte curitibano.

“Hoje são R$ 6 milhões. Daqui uns anos, o governo vai pedir mais um pouco. Tirando dinheiro do contribuinte para algo incerto. A CuritibaPrev vai ficar insustentável, porque não há adesões”, finalizou Argenton.

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