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De iogurte a camarão: MP apreende regalias de presos da Lava Jato

O Ministério Público do Rio de Janeiro apreendeu, nesta sexta-feira (24), diversas iguarias, como camarão, iogurte e bol..

Jordana Martinez - 24 de novembro de 2017, 21:11

O Ministério Público do Rio de Janeiro apreendeu, nesta sexta-feira (24), diversas iguarias, como camarão, iogurte e bolinho de bacalhau, no presídio de Benfica, zona norte do Rio.

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De acordo com os promotores, os alimentos apreendidos pertenciam aos presos da Lava Jato. Segundo a promotora Andréa Amin, muitos alimentos foram encontrados na cela do ex-governador Sérgio Cabral.

Em Benfica também estão presos os ex-governadores Antonhy Garotinho, o presidente afastado da Assembleia Legislativa, Jorge Picciani, e os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, do PMDB.

O MP vai comunicar o fato à 7ª Vara Federal Criminal e à Justiça Eleitoral de Campos dos Goytacazes, responsáveis pelas prisões dos réus flagrados com alimentos irregulares em suas celas, para serem adotadas as medidas cabíveis. Os servidores da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) que tenham colaborado para a entrada da comida também serão responsabilizados.

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Outro lado

Em nota, a defesa de Sérgio Cabral criticou a operação feita na carceragem. "Sérgio Cabral já é perseguido até pelo que come. Daqui a pouco será pelo que pensa", diz a defesa. Além de afirmarem que a medida foi ilegal e atingiu a dignidade e a imagem do ex-governador, os advogados ironizaram a iniciativa do Ministério Público: "É lamentável se ver a mobilização de todo o aparato estatal em perseguição ao cardápio de um detento. Parecia que o Ministério Público tinha coisas mais importantes a fazer no Estado do Rio de Janeiro, que fiscalizar comida de presídio".