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Autoridades definem esquema de segurança para depoimento de Lula em Curitiba

Com informações do repórter Fábio Buchmann da CBN CuritibaA Secretaria de Segurança Pública do Paraná definiu o esquema ..

Andreza Rossini - 05 de maio de 2017, 12:05

Com informações do repórter Fábio Buchmann da CBN Curitiba

A Secretaria de Segurança Pública do Paraná definiu o esquema de segurança para o dia 10 de maio, data do depoimento presencial do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao juiz Sérgio Moro, na Justiça Federal, em Curitiba.

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O esquema foi programado devido à expectativa de grande movimentação de manifestantes – tanto contrários, quanto favoráveis a Lula.

O secretário da Segurança Pública do Paraná, Wagner Mesquita, disse que as ruas próximas à sede da Justiça Federal serão fechadas e terão acesso restrito. Apenas a moradores e profissionais de imprensa credenciados poderão circular dentro do perímetro, que terá 150 metros. "A PM já está fazendo o cadastramento dos moradores, que costumeiramente já faz isso em grandes eventos. A partir do momento que for dar início à oitiva nós vamos ter o monitoramento redobrado".

No dia do depoimento, não vai ter expediente no prédio da Justiça Federal.

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Os grupos favoráveis e contrários ao ex-presidente vão ficar separados, em pontos diferentes da cidade. O de apoio a Lula devem se concentrar na Boca Maldita. O contrário vai ficar no Centro Cívico.

"Eles vão ter liberdade para fazer manifestações e comícios, fazer os movimentos próprios. A ideia é que não haja contato entre eles", afirmou Mesquita.

 

Segurança de Lula

O secretário também falou que, ao menos por enquanto, não houve pedido do ex-presidente Lula por segurança especial. Wagner Mesquita disse, no entanto, que a defesa de Lula pode pedir algum apoio da PM, como escolta para deslocamento. Se o pedido for feito ele será analisado

Caravanas

Sobre a participação de pessoas de outros estados, em caravanas, por exemplo, o secretário disse apenas que viagens interestaduais têm que seguir os trâmites da ANTT e que a polícia vai manter a prerrogativa de fazer fiscalizações em relação a, por exemplo, documentação de passageiros e dos próprios veículos.

O secretário afirmou ainda que, havendo algum indício de que estão sendo transportados quaisquer materiais considerados não adequados para uma manifestação pacífica, eles serão apreendidos.

Depoimento

O ex-presidente Lula foi indiciado por corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. No inquérito, Lula é apontado como recebedor de vantagens pagas pela empreiteira OAS no triplex do Guarujá. Os laudos apontam melhorias no imóvel avaliadas em mais de R$ 777 mil, além de móveis estimados em R$ 320 mil e eletrodomésticos em R$ 19,2 mil. A PF estima que as melhorias tenham custado mais de R$ 1,1 milhão no imóvel do Guarujá.

> Com 149 páginas, denúncia só aborda apartamento do Guarujá a partir da página 92

Okamoto foi indiciado por crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, ele recebeu vantagens indevidas entre 2011 e 2016 que totalizaram mais de R$ 1,3 milhão do empreiteiro Léo Pinheiro.

Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, é acusado por corrupção ativa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Ele teria pagado a Gordilho, ex-diretor da OAS, para a realização das obras e trasporte e armazenamento dos bens do casal. O total pago em vantagens indevidas chegaria a R$ 2.430.193.

Paulo Gordilho teria atuado diretamente no pagamento de propina junto a Léo Pinheiro. Foi indiciado pelos crime de corrupção ativa.