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Prazo para alegações finais da defesa de Lula termina hoje

O prazo para a entrega das alegações finais da defesa do ex-presidente Lula, no processo em que ele é acusado por corrup..

Andreza Rossini - 20 de junho de 2017, 09:06

O prazo para a entrega das alegações finais da defesa do ex-presidente Lula, no processo em que ele é acusado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, termina nesta terça-feira (20). Lula é suspeito de receber propina da OAS.

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Qualquer material anexado ao processo após essa data não será levado em consideração na sentença do juiz responsável, Sérgio Moro.

"A absolvição é o único resultado possível da apreciação racional, objetiva e imparcial da prova encartada aos autos. Nesta terça podemos apontar o real dono do imóvel", afirmaram os advogados do ex-presidente, Cristiano Zanin e Valeska Teixeira, em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo. 

A defesa convocou uma coletiva de imprensa às 11 horas de hoje, para explicar as alegações finais do processo. Até a publicação desta reportagem, o documento não estava disponível no processo.

Acusações contra Lula

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O ex-presidente Lula foi indiciado por corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. No inquérito, Lula é apontado como recebedor de vantagens pagas pela empreiteira OAS no triplex do Guarujá. Os laudos apontam melhorias no imóvel avaliadas em mais de R$ 777 mil, além de móveis estimados em R$ 320 mil e eletrodomésticos em R$ 19,2 mil. A PF estima que as melhorias tenham custado mais de R$ 1,1 milhão no imóvel do Guarujá.

> Com 149 páginas, denúncia só aborda apartamento do Guarujá a partir da página 92

Okamoto foi indiciado por crimes de corrupção passiva, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, ele recebeu vantagens indevidas entre 2011 e 2016 que totalizaram mais de R$ 1,3 milhão do empreiteiro Léo Pinheiro.

Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, é acusado por corrupção ativa, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Ele teria pagado a Gordilho, ex-diretor da OAS, para a realização das obras e trasporte e armazenamento dos bens do casal. O total pago em vantagens indevidas chegaria a R$ 2.430.193.

Paulo Gordilho teria atuado diretamente no pagamento de propina junto a Léo Pinheiro. Foi indiciado pelos crime de corrupção ativa.

O Ministério Público Federal (MPF) pede que o valor seja revertido para a Petrobrás e que os ex-executivos da OAS paguem cerca de R$ 60 milhões que serão revertidos para a estatal como forma de "reparação de danos".