Câmara de Londrina cassa mandato de vereador mais votado do PR

Fernando Garcel


Em sessão extraordinária da Câmara de Londrina, no Norte do Paraná, os vereadores decidiram pela cassação do mandato do então vereador Émerson Petriv (PR), conhecido como Boca Aberta, na tarde deste domingo (15). O vereador mais votado do Paraná nas eleições de 2016, com mais de 11 mil votos, foi afastado do cargo por 14 votos a favor e 5 contrários.

O afastamento do parlamentar ocorreu após a formação de uma Comissão Processante (CP) que investigou Petriv sobre a quebra de decoro parlamentar ao fazer uma vaquinha virtual para o pagamento de uma multa eleitoral. Os vereadores consideraram a prática uma forma de Boca Aberta receber vantagens indevidas.

A sessão que julgou o impeachment do parlamentar teve início às 8 horas com a leitura de 167 páginas do processo. Depois, o presidente da Casa, vereador Mario Takahashi (PV), abriu os microfones para que os vereadores pudessem se manifestar e em seguida o acusado e sua defesa pudessem ser ouvidos.

Para o afastamento de Boca Aberta eram necessários, no mínimo, 13 votos favoráveis. Por volta das 17 horas, dos 19 vereadores, 14 votaram a favor do relatório da CP e cinco contra. Com o resultado da sessão, o vereador fica inelegível pelos próximos oito anos, mas poderá recorrer da decisão.

Votaram a favor da cassação os vereadores Mario Takahashi (PV), Vilson Bittencourt (PSB), Rony Alves (PTB), Junior Santos Rosa (PSD), Amauri Cardoso (PSDB), Péricles Deliberador (PSC),  Ailton da Silva Nantes (PP), Filipe Barros (PRB), Eduardo Tominaga (DEM), Estevão da Zona Sul (PTN), Felipe Prochet (PSD), Jamil Janene (PP), Pastor Gerson Araújo (PSDB) e João Martins (PSL). Votaram pelo arquivamento da denúncia Roberto Fú (PDT), Daniele Ziober (PPS), Gui Belinati (PP), Jairo Tamura (PR) e o próprio Boca Aberta.

Confira a sessão:

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Denúncia

A denúncia que originou a CP conta Boca Aberta foi protocolada pela servidora Regina Maria Amâncio que afirmou que o parlamentar usou o cargo e popularidade para convencer internautas a participarem de uma campanha de arrecadação de recursos destinada ao pagamento de uma multa eleitoral. Segundo a denúncia, ele usou as redes sociais para informar aos internautas que foi penalizado com uma multa no valor de R$ 8 mil por sua ação fiscalizadora numa Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade quando, na verdade, segundo a denunciante, a penalidade foi aplicada pelo Judiciário em razão de propaganda eleitoral irregular em unidade de saúde municipal durante a campanha do ano passado.

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