Candidatos afirmam que não chegarão ao limite de gasto

Redação


Brunno Brugnolo, Metro Jornal Curitiba

Com dinheiro curto, as principais pré-candidaturas à prefeitura de Curitiba sequer se animaram com o anúncio oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que fixou em R$ 9.571.089,80 o limite de gastos durante o 1° turno.

Em janeiro, o valor máximo divulgado pelo TSE de acordo com as novas leis eleitorais era R$ 7.155.353,85, cerca de R$ 2,4 milhões a menos, mas o limite foi atualizado pelo Tribunal segundo variação do índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE.

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Para a pré-candidatura do atual prefeito Gustavo Fruet (PDT), esse acréscimo não faz muita diferença, pois o momento é de grande dificuldade para arrecadação — até pelo fato de agora só pode receber doações de pessoas físicas. A campanha disse que não deve chegar perto do teto e acredita que as demais devem trabalhar tem abaixo também. “Não iria conseguir chegar aos R$ 7 milhões e agora não vou conseguir chegar aos R$ 9,5 milhões”, declarou o deputado estadual Requião Filho, pré-candidato pelo PMDB.

Para ele, é improvável termos superproduções neste ano. “Antes muitas campanhas foram ganhas no dinheiro e não nas propostas, mas a última eleição municipal demonstrou que dinheiro também não é tudo”, comentou sobre a derrota de Luciano Ducci em 2012.

O também deputado Ney Leprevost (PSD), se mostrou indiferente. “Nossa campanha é franciscana, modesta em ter termos financeiros, mas bastante criativa. A perspectiva de gastos não chega nem perto do que era ou agora é o teto estabelecido”. Leprevost declarou que os candidatos que fizerem gastança não devem ser vistos com bons olhos’. “As pessoas querem participar mais. Vão pesar as reuniões com a população e a visita nos bairros. Candidato vai ter que gastar a sola do sapato e a saliva”, completou.

O ex-prefeito e pré-candidato pelo PMN, Rafael Greca, também considerou o teto elevado e comemorou o fato de a campanha deste ano ser mais econômica do que as últimas, por conta das novas leis. “Graças a Deus, quanto mais pobre a campanha, mais rica será a nossa prefeitura”, disse.

Segundo turno e Câmara
Em caso de 2° turno para prefeito, os candidatos que avançarem vão poder gastar mais R$ 2,8 milhões na campanha. Já para os candidatos a vereador da capital, o teto ficou estabelecido em R$ 465,7 mil.

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