Cândido Vaccarezza, alvo da Lava Jato, tem R$ 17,8 milhões bloqueados pela Justiça

Redação

cândido vaccarezza, vaccareza, bloqueios, bloqueio, sequestro, arresto, lava jato, operação lava jato, mpf, trf-4, deputado federal, pt, corrupção, lavagem de dinheiro

O ex-deputado federal Cândido Vaccarezza, investigado na Operação Lava Jato, teve R$ 17,8 milhões bloqueados pela Justiça. A decisão da 8ª Turma do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) foi proferida nesta quarta-feira (9). O ex-líder do PT na Câmara dos Deputados é réu por corrupção e lavagem de dinheiro.

O arresto dos bens atende a um pedido da força-tarefa Lava Jato no Paraná. Os procuradores fizeram o pedido à 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelos processos relacionados à operação na 1ª instância.

Do total bloqueado (R$ 17.796.254,97), a maior parte é referente à multa (R$ 8,26 milhões). A soma também compreende o bloqueio de R$ 7,94 milhões em pena de perdimento e o mesmo valor como forma de reparação de danos implicados ao ex-deputado.

O MPF (Ministério Público Federal) recorreu ao TRF-4 após a 13ª Vara Federal de Curitiba acatar o pedido apenas de forma parcial. No recurso, os procuradores da força-tarefa Lava Jato insistiram que havia previsão legal para que a Justiça determinasse o sequestro tanto como forma de perdimento quanto para reparação dos danos.

“Com vistas a atender os critérios de proporcionalidade e razoabilidade, amplio o bloqueio judicial para R$ 17.796.254,97, incluídos R$ 1.588.742,49 de indenização mínima para reparação do dano”, ponderou o desembargador João Pedro Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4, ao votar pelo aumento parcial da multa a Cândido Vaccarezza.

CÂNDIDO VACCAREZZA É RÉU NA LAVA JATO

O ex-deputado federal Cândido Vaccarezza exerceu mandado entre 2007 e 2015, no momento em que ainda pertencia aos quadros do PT. Atualmente ele é filiado ao AVANTE e fracassou na tentativa voltar à Câmara dos Deputados.

Ele é réu em uma ação que tramita na 13ª Vara Federal de Curitiba, acusado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Segundo a Operação Lava Jato no Paraná, o ex-líder do PT na Câmara recebeu US$ 518,5 mil em propinas. As vantagens indevidas teriam sido pagas em troca da contratação de empresa Sargeant Marine para o fornecimento de asfalto à Petrobras.

Os pagamentos teriam sido feitos em contas mantidas no exterior por Paulo Sérgio Vaz de Arruda. De acordo com a denúncia da força-tarefa, o doleiro recebeu o dinheiro em offshores e disponibilizou os valores em espécie ao ex-deputado.

Previous ArticleNext Article