Carlos Bolsonaro é investigado por participar do assassinato de Marielle Franco

Jorge de Sousa

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O vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro (PSL), está sendo investigado pela PC-RJ (Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro) por uma suposta participação no assassinato de sua ex-colega na Câmara Municipal do Rio de Janeiro Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes. A informação foi dada em primeira mão pelo colunista da Rádio CBN Kennedy Alencar, na noite desta quarta-feira (20).

Segundo a investigação da PC-RJ, Carlos teria uma relação próxima com Ronnie Lessa, apontado como o autor dos disparos contra o veículo em que estavam Marielle e Anderson.

Além disso, o histórico político entre Carlos e Marielle sempre foi conturbado. Ambos discutiram publicamente em diversas ocasiões, sendo que Bolsonaro chegou a mencionar que se recusava a entrar em um elevador em que a vereadora do PSOL estivesse.

Desde 12 de novembro, Carlos apagou suas contas no Facebook, Instagram e Twitter. Desde que Jair Bolsonaro assumiu a presidência, o vereador tem sido muito ativo nas redes sociais, inclusive sendo um dos administradores da conta do pai.

O assassinato de Marielle e Anderson ocorreu há 616 dias e ainda não foi solucionado pelas autoridades. Recentemente, reportagem do Jornal Nacional da Rede Globo mostrou um depoimento do porteiro do Condomínio Vivendas da Barra, no qual Élcio Queiroz, suspeito de dirigir o carro com Lessa na noite do crime, teria comunicado que entraria no apartamento de Jair Bolsonaro, um dos moradores do local.

No dia seguinte, o MPRJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) veio a público informar que o depoimento do porteiro não condizia com a verdade e que Queiroz se dirigiu ao apartamento de Lessa e não de Bolsonaro.

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