CCR vai reconhecer pagamento de propina para tucanos no Paraná

Redação


Uma das empresas do grupo CCR, a Rodonorte, vai reconhecer em acordo com a força-tarefa da Operação Lava Jato que pagou propina para tucanos no Paraná. A informação é da Coluna Painel, da Folha de São Paulo, e foi divulgada nesta terça-feira (5).

Conforme a coluna, a negociação está em fase final. Ainda segundo a Folha, como tem ações na Bolsa e aposta na conquista de novas concessões que irão a leilão, a companhia quer limpar o trilho de irregularidades para não correr o risco de enfrentar problemas na Justiça.

A reportagem aponta que um ex-motorista da concessionária disse que entregou malas de dinheiro na sede do governo. O homem trabalhava na presidência da Rodonorte. Além dos montantes levados ao Palácio Iguaçu, ele também relatou entregas no Tribunal de Contas do estado e na associação das empresas concessionárias.

Operação Integração

Se acontecer, o acordo deve ser uma bomba no núcleo tucano paranaense. No último mês de janeiro, o ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), foi preso no âmbito da Operação Integração. Ele foi solto dias depois, após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Segundo a força-tarefa da Lava Jato, Beto e o irmão, o ex-secretário de Infraestrutura e Logística  Pepe Richa, seriam responsáveis por coordenar um esquema de recebimento de propinas em troca de benefícios às concessionárias nos contratos de pedágio.

Somente deste esquema, estima-se o pagamento de propina de aproximadamente R$ 35 milhões, sem atualização monetária. Os pagamentos duraram até o final de 2015.

Com o esquema em vigor, em 2000 e 2002 o governo do Paraná firmou aditivos contratuais com todas as seis concessionárias, que reduziram investimentos e elevaram tarifas de pedágio. Outros atos administrativos e aditivos favoreceram as concessionárias seguiram.

Ambos negam envolvimento no esquema.

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