Advogados apresentam denúncias relacionadas aos ataques à Caravana Lula pelo Brasil

Fernando Garcel e Juliana Goss - BandNews FM Curitiba

Senadora Gleisi Hoffmann denuncia atentado contra dois ônibus da Caravana Lula pelo Brasil.

Representantes do Coletivo Advogados pela Democracia apresentaram nesta quarta-feira (28) ao Ministério Público Estadual uma série de denúncias relacionadas aos ataques à “Caravana Lula pelo Brasil”. E-mails com cópias de trocas de mensagens por WhatsApp revelariam conversas entre pessoas que estariam planejando os atos.

O grupo teria relatado a compra de armamentos e utilizado expressões que indicariam o objetivo de atingir os ônibus da caravana e também o ex-presidente.

Na noite de ontem (27), no trajeto entre Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, no Sudoeste do Paraná, ônibus da caravana foram atingidos por tiros e tiveram os pneus furados por pregos retorcidos espalhados na rodovia.

Polícia abre inquérito para investigar ataque a caravana de Lula
Ônibus da caravana de Lula é atingido por três tiros, segundo organizadores

Foto: Juliana Goss

Segundo a advogada integrante do coletivo, Tânia Mandarino, dez pessoas seriam suspeitas de envolvimento nos ataques. “Nos chegou conversas que podem identificar pessoas que planejaram a compra daquele instrumento chamado ‘miguelito’ para furar pneus, planejaram a compra de armas e atirar nos pneus dos ônibus. Hoje pela manhã chegou novas mensagens desse grupo, dessas mesmas pessoas dizendo ‘vamos dizer que foi o MST e que foram eles que atiraram. É melhor não matar porque morto é pior para nós'”, conta.

As denúncias foram encaminhadas para um e-mail do coletivo que a princípio foi aberto para receber denúncias vinculadas apenas à postagens no Facebook. De acordo com Tânia Mandarino, cerca de cem denúncias chegaram ao coletivo na última semana. O grupo pede urgência nas investigações.

Lula e Bolsonaro passam por Curitiba nesta quarta-feira (28)

O dossiê com e-mails, vídeos e trocas de mensagens por WhatsApp foi entregue ao procurador de Justiça Olympio de Sá Sotto Maior Neto, que prometeu agilidade nas apurações sobre o caso. “Estamos diante de uma situação clara que não há apenas ignorância ou falta de civilidade, nós estamos diante da prática de crimes. A incitação da prática de crimes, a apologia e ações concretas que culminam até com uma tentativa de homícidio. O Ministério Público tem o dever legal de atuar, fazer investigação e buscar a punição dos culpados”, disse o procurador que repudiou os atos de violência contra a caravana. Ele classificou os ataques como um atentado contra a democracia.

A apuração dos ataques à caravana ficará a princípio na esfera estadual. A Polícia Civil também informou por meio de nota que investiga as circunstâncias envolvendo os atos de violência contra a caravana.

Previous ArticleNext Article