Política
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Coligação de Bolsonaro consegue liminar para impedir campanha de Ogier Buchi

O juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Jean Carlo Leek, atendeu nesta sexta-feira (28) uma liminar da Coligação Pá..

Francielly Azevedo - 28 de setembro de 2018, 19:41

Foto: Francielly Azevedo
Foto: Francielly Azevedo

O juiz do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Jean Carlo Leek, atendeu nesta sexta-feira (28) uma liminar da Coligação Pátria Brasil para impedir que Ogier Buchi (PSL) faça campanha eleitoral e “ostente” a condição de candidato ao Governo do Paraná. Por consequência da decisão, Ogier não pôde participar o debate da TV RIC que aconteceu no fim da tarde.

“Forte nessas considerações, reputo plenamente demonstrada a probabilidade do direito da coligação autora em ver o réu alijado da disputa eleitoral, de vez que ostenta as suas cores e número, com prejuízo à sua imagem em razão da contrariedade à decisão validada por esta Corte”, diz a decisão.

O TRE já tinha indeferido a candidatura de Ogier no último dia 19 atendendo a um pedido de impugnação feito pela própria Executiva Nacional do PSL, que a mando de Jair Bolsonaro teria contestado o registro individual de Ogier, já que o presidenciável decidiu não lançar candidato próprio ao Governo e apoiar Ratinho Junior (PSD). Mas Ogier entrou com um recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) (pedido ainda não apreciado) e seguiu em campanha.

Diante da nova decisão liminar, Ogier afirmou que o pedido teria sido instrumentalizado pelo deputado Fernando Francischini (PSL) por causa de milhões de interesses. “Sei que existem interesses, milhões de interesses que fazem tomar essas atitudes”, disse.

Questionado pelos jornalistas sobre qual seriam esses interesses, Ogier não revelou. “Eu não entendo o interesse do sujeito ir na sua casa, te convidar para ser candidato e três dias depois mudar de ideia. É uma boa pergunta para fazer para ele”, rebateu.

Ogier garantiu que recorreu da decisão liminar desta sexta-feira, mas que não conseguiu tempo hábil para ter chance de participar do debate da RIC. “É um sentimento de que a democracia deixa de ser observada. Porque não se trata de um sentimento pessoal, se trata que o Brasil gasta muito dinheiro para oferecer ao cidadão essa estratégia de primeiro e segundo turno. Eu entendo que os candidatos devem ganhar a eleição pela vontade popular, pelo voto e não pelo arranjo intrapartidário. Eu percebo que há um pavor que eu participe dos debates e eventualmente possa ser votado pelas pessoas”, ressaltou.