Coligação de Cida alega infidelidade para pedir exclusão de Beto Richa da chapa

Roger Pereira


O departamento jurídico da coligação Paraná Decide, que tem a governadora Cida Borghetti (PP) como candidata à reeleição, formalizou nesta sexta-feira (21), o pedido ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para a expulsão do candidato ao Senado, Beto Richa (PSDB), da chapa por infidelidade à coligação. Segundo a coligação, o afastamento é justificado pelas conexões diretas do ex-governador com a candidatura de Ratinho Junior (PSD).

De acordo com o pedido entregue ao TRE, o ex-governador, mesmo sendo presidente do Diretório Estadual do PSDB, autorizou que seus principais deputados e membros de seu grupo político participassem ativamente da campanha eleitoral de Ratinho Junior, a exemplo do deputado estadual Ademar Traiano, que participou da convenção do candidato, e do deputado federal Valdir Rossoni, ex-chefe da Casa Civil, que declarou apoio ao mesmo. Assim como eles, o ex-secretário da Agricultura, Norberto Ortigara, é hoje coordenador da campanha majoritária de Ratinho Júnior e o prefeito de Guarapuava, Cesar Filho (PPS), é coordenador regional da campanha do candidato e de Beto Richa.

Outra evidência apresentada pela coligação é o “acordo branco” com a campanha de Ratinho Junior, cuja chapa majoritária lançou apenas um candidato para a disputada das duas vagas ao Senado, dando assim a oportunidade de Beto receber o segundo voto. “Beto também nunca praticou apoio efetivo a campanha de Cida nas redes sociais”, alega a coligação.

A campanha de Cida também argumenta, que a operação realizada pelo GAECO envolvendo o primeiro mandato do ex-governador Beto Richa não corresponde aos princípios e propostas defendidos pela chapa e por sua candidata ao Governo, Cida Borghetti.

O expediente da fidelidade foi o argumento jurídico encontrado pelos advogados da coligação para cumprir a decisão do grupo político que, reunido no início da semana, decidiu acatar o pedido da governadora para buscar a exclusão de Beto Richa da chapa, mantendo apenas a candidatura de Alex Canziani (PTB) ao Senado Federal. Mesmo com a prisão do ex-governador na operação do Gaeco, não havia nenhum expediente da Justiça Eleitoral que sustentasse o pedido para sua exclusão da chapa. O registro de candidatura de Beto Richa não foi julgado pelo TRE dentro do prazo que se encerrou na segunda-feira, por haver impugnações. O candidato disputa a eleição com a candidatura sub judice.

 

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal