Política
Compartilhar

Com ocupações nas escolas, Curitiba terá votação em igrejas, mercados e academia

Com 850 escolas, 14 universidades e três núcleos de educação ocupados por estudantes no Paraná, algumas zonas eleitorais..

Andreza Rossini - 21 de outubro de 2016, 16:01

Com 850 escolas, 14 universidades e três núcleos de educação ocupados por estudantes no Paraná, algumas zonas eleitorais foram alteradas. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral, várias igrejas, um supermercado, uma academia o Centro de Atenção Integral a Criança e ao Adolescente vão receber as urnas e os eleitores, no próximo domingo (30), durante o segundo turno eleitoral, em Curitiba.

Ainda de acordo com o TRE, as ocupações provocaram um adicional de R$ 3 milhões no custo original das eleições neste ano, que é de R$ 22 milhões 252 mil. O acréscimo é de aproximadamente  15%.

A Justiça Eleitoral deve colocar cartazes nos antigos locais de votação para informar os eleitores sobre a mudança e os novos endereços. Não será enviado comunicado individual.

Veja aqui a lista de alteração dos locais de votação

Em todo o Estado, 700.315 eleitores das três cidades com segundo turno (sendo 533.733 em Curitiba; 102.526 em Maringá e 64.056 em Ponta Grossa), distribuídos em 2.184 seções eleitorais, votarão em um novo local provisório nesta eleição de segundo turno.

Confira aqui o mapa interativo dos locais de votação em Ponta Grossa e Maringá

O eleitor que estiver em dúvida pode entrar em contato com o TRE através do telefone: 41 3330 8880.

Ocupação

Desocupação para o Enem será discutida em assembleia

Os estudantes que ocupam as escolas se opõem à Medida Provisória 746/2016, que prevê a reestruturação do ensino médio. Os estudantes afirmam, entre outros pontos, que as escolas paranaenses não têm estrutura para oferecer o ensino integral – e são contra o fim da obrigatoriedade de disciplinas como educação física e filosofia – duas das mudanças previstas pela medida. Os jovens ainda reclama da forma como a mudança foi feita – através de uma Medida Provisória e sem diálogo com a sociedade, segundo eles.