Comissão do impeachment ouve testemunhas de defesa de Dilma Rousseff

Fernando Garcel


A comissão especial do Senado ouve nesta terça-feira (14) as primeiras testemunhas de defesa da presidente afastada Dilma Rousseff no processo de impeachment. São ouvidos o ex-secretário de Política e Investimento da Casa Civil, Gilson Bittencourt, e o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, André Nassar.

A defesa de Dilma tem direito de ouvir até 40 testemunhas nesta fase do processo. Devido a isso, o presidente da comissão, senador Raimundo Lira (PMDB-PB), optou em aumentar em uma semana o prazo para oitiva das testemunhas.

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A decisão do presidente da comissão atende a determinação do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que acatou recurso da defesa de Dilma para a realização da perícia. Lewandowski, que é a última instância recursal do processo, considerou que a realização da perícia não resultará em custos adicionais e evitará arguição de nulidade do processo por parte da defesa futuramente.

A defesa e a acusação têm prazo de 24 horas para indicar dois assistentes encarregados de acompanhar os trabalhos de perícia. Os senadores também terão prazo de 24 horas para avaliar os nomes indicados por Lira para a realização da perícia.

Questionado sobre os prazos previstos para que sejam ouvidas testemunhas, o presidente admitiu aos senadores que a data máxima de 17 de junho, aprovada pela comissão  para a tomada dos depoimentos, poderá ser estendida em até uma semana. A defesa indicou 40 testemunhas para serem ouvidas e a primeira oitava delas começará nesta terça-feira.

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