Comissão Especial do Impeachment define calendário das investigações

Mariana Ohde


O presidente e o relator da Comissão Especial do Impeachment, senadores Raimundo Lira (PMDB-PB) e Antonio Anastasia (PSDB-MG), respectivamente, se reuniram nesta terça-feira (17) com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, que comanda a segunda fase dos trabalhos do colegiado. Lira anunciará na próxima terça-feira (24) o cronograma de funcionamento dessa etapa. Segundo ele, caberá a todos os integrantes do colegiado decidir se as investigações dos supostos crimes de responsabilidade cometidos pela presidente afastada Dilma Rousseff vão durar menos de 180 dias, período do afastamento da petista. Raimundo Lira não confirmou se prevalecerá a proposta para que as diligências sejam realizadas em 90 dias.

“O prazo não pode ser tão que prejudique a defesa da presidente da República nem tão longo que criaria dois problemas para o País. O primeiro é que coincidiria com o período das eleições municipais e o segundo que criaria uma ansiedade por parte da sociedade porque um prazo muito longo coincidiria com o término de 180 dias”, explicou Lira.

Para o senador Humberto Costa (PT-PE), não haverá acordo para encurtar o prazo de 180 dias se houver prejuízo para a defesa. “O nosso interesse é que possamos ter o tempo necessário para que todas as coisas sejam devidamente esclarecidas. Se isso exigir um maior tempo para um conhecimento desses fatos então poderemos ter um prazo mais alargado”, defendeu.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, disse que o ritmo de trabalho é uma decisão da comissão. “Essa decisão é, sobretudo, uma decisão da comissão especial. Não temos mais como definitivamente agilizar ou procrastinar. Essa é uma decisão do processo e da comissão”, explicou.

O relator do colegiado, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), confirmou que Dilma já foi notificada para apresentar a defesa até o final do mês. Ele disse que a comissão poderá convidá-la a esclarecer as dúvidas pessoalmente. Anastasia afirmou esta segunda fase será dedicada às provas. “Na realidade, as provas são solicitadas pelas partes: pela acusação e pela defesa. E a comissão vai entender de receber aquelas provas que julgar adequadas e necessárias”, afirmou.

Fonte: Agência Senado

Previous ArticleNext Article
Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal