Comissionados ‘obrigados a devolver salários’ falam sobre o caso

Narley Resende


Ex-funcionários que denunciaram um esquema de devolução de salários em gabinetes de vereadores em Curitiba falaram pela primeira vez à imprensa sobre o caso. A TV Band vai exibir as entrevistas exclusivas na edição desta quinta-feira (24) do jornal Band Cidade Curitiba, às 18h50.

Entre os vereadores alvos de investigação, Kátia Ditrich (SDD), conhecida como Kátia dos Animais de Rua, foi alvo da primeira denúncia a vir a público neste ano. Ela é acusada de se apropriar de parte do salário de funcionários e a denúncia foi aceita na terça-feira (22) na Câmara. Dois comprovantes de depósitos nas contas dela foram apresentados como provas.

O caso de Kátia fez surgir ao menos outros três casos, um deles envolvendo o vereador pastor Tiago Ferro (PSDB) e outros dois citados em processos sigilosos que tramitam no Ministério Público do Paraná.

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Na quarta, os vereadores decidiram que as reuniões da Comissão Processante no caso de Kátia serão abertas à população, respeitada a capacidade do local. As oitivas também serão abertas, sendo fechadas somente quando solicitado pelo depoente.

sua defesa, a vereadora diz que as acusações são parte de um complô do seu suplente Zé Maria (SD), que quer ficar com o cargo.

Thiago Ferro

O corregedor da Câmara, Dr Wolmir Aguiar (PSC), confirmou na quarta-feira que investiga mais uma denúncia de recebimento de salários de comissionados por parte de um vereador. A acusação foi feita por um assessor do vereador Thiago Ferro (PSDB), que trabalhou com ele antes do início do mandato.

“Existem mensagens de WhatsApp em que o denunciante se comunica com um terceiro, não com o vereador, e fala que a prática prosseguiria”, disse Wolmir.

O corregedor adiantou que chamará os citados para dar explicações. O caso tramita desde a semana passada e tem prazo de 30 dias para ser concluído.

Ontem, o vereador Thiago Ferro se defendeu da tribuna da Câmara e disse estar sendo ‘caluniado’, além de estar sofrendo ameaças há meses. “Mandaram mensagens de SMS no celular da minha esposa. Estou recebendo constantemente, contra mim, contra minha família, minha esposa, meus filhos, ameaças de vida. (Falam) o horário de quando minha esposa chega em casa”.

Thiago também protocolou um requerimento pedindo que seja processado o “mais rápido possível” pela Câmara – para com isso obter acesso aos autos. “Cabe aos acusadores apresentarem as provas. Mas mão há provas”, garantiu. “Os meus advogados irão atrás desses malfeitores”, completou.

Wolmir Aguiar prometeu “agir com rigor”: “Não podemos admitir que se afirme que isso (se apropriar de salários) é uma prática corriqueira na Casa. Para mim, ao menos, não é”, disse.

 

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