Coronavírus: Greca diz que cedeu à pressão para fechar atividades em Curitiba

Vinicius Cordeiro

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O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (DEM), disse hoje (19) que o fechamento das atividades não essenciais – medidas restritivas no combate ao coronavírus – poderia ter sido feito mais tarde, mas que cedeu à pressão popular.

“Poderíamos ter esperado uns 15 dias para fechar a cidade. Os nossos epidemiologistas diziam que não era a hora. Mas diante do clamor da sociedade, eu cedi. Agora está ficando pesado. São 60 dias, a arrecadação está caindo muito”, falou o prefeito em entrevista à CBN Curitiba nesta terça-feira (19).

Na visão dele, a população começou a defender o ‘fecha tudo’ e apenas suspendeu as aulas nas escolas da rede municipal após a reação imediata das universidades em relação a postura do presidente Jair Bolsonaro, que trata a doença como “gripezinha” desde o início da pandemia e prioriza o setor econômico.

Vale lembrar que a UFPR (Universidade Federal do Paraná) decidiu pela suspensão das aulas no dia 13 de março, mas oficializou a medida dois dias depois. A prefeitura emitiu decreto, declarando situação de emergência na Saúde Pública, no dia 16 de março. Desde então, shoppings, salões, bares, restaurantes e academias da capital paranaense vivem um período de turbulência.

Greca ainda revelou que a administração municipal acredita que o coronavírus não teve uma explosão de casos pela onda de ar seco que afetou a capital paranaense. Conforme o último boletim da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), são 879 casos e 34 mortes. Segundo ele, a propagação do vírus em ar úmido é pior.

“Nós estamos achando que esse é um dos motivos do coronavírus ter nos atingido tão fortemente como nos lugares úmidos do Brasil. Acho que a propagação seria pior com o ar úmido. Graças a Deus fomos protegidos por essa onda de ar seco embora tenhamos carência e rodízio de água”, avaliou, lembrando que o Paraná enfrenta uma crise hídrica.

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