Crianças Sem Terrinha visitam Lula em Curitiba e pedem fim dos despejos

Angelo Sfair

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Os cerca de 400 jovens que participam do XIII Encontro das Crianças Sem Terrinha no Paraná visitaram nesta quinta-feira (17) a vigília Lula Livre, que fica em um terreno ao lado da Superintendência Regional da PF (Polícia Federal) em Curitiba. Ainda pela manhã, as crianças realizaram atividades na Assembleia Legislativa do Paraná, onde entregaram um manifesto e pediram pelo fim dos despejos.

Nas primeiras horas da manhã, o grupo participou das atividades de rotina da vigília Lula Livre, inclusive da tradicional saudação de “bom dia”. Diariamente, os apoiadores do ex-presidente lembram os dias de prisão e reclamam a liberdade do líder político.

Depois disso, as Crianças Sem Terrinha leram uma carta dedicada ao ex-presidente, na qual agradecem Lula pelas políticas afirmativas adotadas nos dois mandatos do petista e afirmam: “nós sabemos que não está nada fácil para você e não está nada fácil pra nós também. Queremos que saiba que estaremos com vocês”.

NA ASSEMBLEIA, MOVIMENTO DENUNCIA DESPEJOS

crianças sem terrinha leem manifesto pedindo fim dos despejos nos assentamentos e acampamentos do Paraná Leandro Taques
Crianças Sem Terrinha leem carta de manifesto pedindo o fim dos despejos nos assentamentos e acampamentos Sem Terra do Paraná. (Leandro Taques/MST)

No decorrer das atividades do XIII Encontro das Crianças Sem Terrinha no Paraná, o grupo participou de um ato na Assembleia Legislativa do estado, no Centro Cívico de Curitiba. Na sede do Legislativo paranaense, elas entregam um manifesto.

“Estamos sabendo que tem muitas ameaças de despejo. Isso tem que parar, porque a nossa vida está lá, a nossa família está lá”, disse Anderson, um dos 10 pequenos manifestantes que discursaram no Plenarinho da Assembleia nesta quinta-feira (17). Ele mora com a família em uma assentamento de Antonina, no litoral do Paraná.

“Queremos que não tenha mais violência contra os Sem Terra e que o Estado cumpra sua obrigação de garantir a segurança do povo. Nós, Sem Terrinha, estamos sentindo que nossas famílias estão sendo discriminadas, ameaçadas e tratadas como ‘bandidos’, criminalizando nosso direito de luta. Exigimos respeito e o direito de permanecer em nossas terras. Pois nossas famílias produzem alimentos que ajudam a alimentar a população da cidade e melhorar a economia do município”, diz um trecho do manifesto das crianças.

XIII ENCONTRO CRIANÇAS SEM TERRINHA NO PARANÁ

O encontro regional começou nesta quarta-feira (16) e vai até amanhã (18), em Almirante Tamandaré, na região metropolitana de Curitiba. Cerca de 400 crianças, com idades entre 6 e 12 anos, participam da programação. Elas vêm de todas as regiões do Paraná e estudam nas 10 escolas itinerantes de acampamentos, bem como nas escolas municipais dos assentamentos.

Organizado pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), o encontro dura três dias e prevê atividades voltadas à educação, como o estudo sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), apresentações artísticas, oficinas, brincadeiras, contação de história e visita ao Zoológico de Curitiba.

10 crianças sem terrinha fizeram uso da palavra no Plenarinho da Assembleia Legislativa, em Curitiba, Paraná
10 crianças Sem Terrinha fizeram uso da palavra no Plenarinho da Assembleia Legislativa. (Leandro Taques/MST)

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