Cristiane Brasil é investigada por associação ao tráfico

Andreza Rossini


A deputada federal e nomeada ministra do Trabalho, Cristiane Brasil (PTB-RJ), é investigada pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico, que teriam sido cometidos durante a campanha eleitoral de 2010.

O inquérito, que foi aberto pela Polícia Civil e estava com o Ministério Público Federal (MPF), foi encaminhado à Procuradoria-Geral da República, em Brasília, na sexta-feira (2), porque a deputada tem foro privilegiado.

Na mesma ação ela também é investigada por envolvimento no caso do ex-cunhado dela, deputado estadual Marcus Vinicius (PTB) e três ex-assessores dela. Eles são acusados por dar dinheiro a um traficante de um bairro pobre na zona norte do Rio de Janeiro.

Dinheiro aos traficantes 

Os valores teriam sido destinados aos traficantes para liberar a campanha eleitoral exclusiva  na região em que comandavam. A deputada não disputou as eleições naquele ano, mas apoiou a candidatura de seu então cunhado. Na época ela era vereadora licenciada e comandava uma secretaria municipal na gestão de Eduardo Paes.

Segundo informações da Folha de S.Paulo, o inquérito foi aberto 2010 na Delegacia de Combate às Drogas. Cristiane nunca foi ouvida.

Nomeada ministra do Trabalho

Cristiane Brasil foi anunciada pelo presidente Michel Temer ministra do Trabalho em 3 de janeiro, mas foi impedida de tomar posse por força de uma decisão liminar (provisória) do juiz Leonardo da Costa Couceiro, da 4ª Vara Federal de Niterói, proferida em 8 de janeiro.

O magistrado acolheu os argumentos de três advogados que, em ação popular, questionaram se a deputada estaria moralmente apta a assumir o cargo após ter sido revelado pela imprensa que ela foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar mais de R$ 60 mil a um ex-motorista, em decorrência de irregularidades trabalhistas.

Contra a liminar, a Advocacia-Geral da União (AGU) e a defesa da parlamentar apresentaram agravos de instrumento. O Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) negou, liminarmente, os pedidos da União e de Cristiane Brasil. Decisão que foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal.

 

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