Cristovam recua sobre punição a Dilma após impeachment

Narley Resende


Ministro da Educação do Governo Lula, entre 2003 e 2004, o senador Cristovam Buarque (PPS-DF), que já foi filiado ao PT, declarou escolha por votar a favor do impeachment de Dilma Rousseff, mas recua quando o tema é punir a presidente afastada.

Em pronunciamento no Senado, Cristovam disse que não considera justo punir Dilma com inelegibilidade de 8 anos.

“Na dúvida, eu ficava com o Brasil. Tratava-se de substituir a presidente que em muitas análises teria muita dificuldade para governar. Neste caso da inabilitação, a pena é para ela. Na dúvida, portanto, eu fico com ela. Não vejo porque não termos esse tratamento diferenciado do ponto de vista conceitual, lógico e de justiça”, declarou.

O presidente da sessão, ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, respondeu a Cristovam e outros senadores que questionaram o procedimento dizendo que seu encargo apenas lhe permite presidir a sessão com imparcialidade.

Lewandowski esclareceu que questionamentos constitucionais podem ser feitos ao STF. “Pode ser questionada do outro lado da praça, no Supremo Tribunal Federal”, disse ao também responder o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que perguntou sobre a rigidez da legislação em oposição às normas que permitem manifestação de parlamentares.

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