Curitiba paga primeira parcela do 13º e prevê perda de R$ 595 milhões na receita de 2020

Redação

Pagamento feito hoje abrange cerca de 48 mil pessoas e é uma injeção de R$ 127,6 milhões na economia.
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A prefeitura de Curitiba pagou, nesta quarta-feira (8), a primeira parcela do 13º salário para cerca de 48 mil pessoas, entre servidores municipais, aposentados e pensionistas. Historicamente o valor é pago em junho, mas os efeitos do coronavírus nas atividades econômicas fizeram o município adiantar o pagamento. Até agora, a capital paranaense já registra três mortes e mais de 200 casos da Covid-19.

A expectativa é que isso dê uma injeção de R$ 127,6 milhões na economia. Contudo, a previsão da administração municipal é uma queda de R$ 595 milhões na receita em 2020 por causa da crise do coronavírus.

Com a estimativa do prejuízo, a prefeitura divulgou que vai recorrer ao Funrec (Fundo de Recuperação e Estabilização Fiscal), com cerca de R$ 500 milhões. Apesar do projeto, criado no ano passado, ainda estar em tramitação na Câmara Municipal, o município já pode utilizar os recursos pelo prefeito Rafael Greca (DEM) ter decretado estado de emergência.

“Trata-se de uma crise grave. É necessário reorganizar a execução orçamentária e priorizar a utilização racional dos recursos do fundo”, declarou o secretário municipal de Finanças, Vitor Puppi.

Segundo o especialista, a perda de R$ 595 milhões equivale a 237% de todo o investimento da prefeitura de Curitiba neste ano.

A prefeitura de Curitiba prevê que os gastos extras causados pelo coronavírus vão ocorrer principalmente na área da Saúde. A estimativa é que R$ 300 milhões sejam necessários para a área neste ano, sendo que o orçamento original era de R$ 1,97 bilhão.

Na Saúde o dinheiro será aplicado, por exemplo, na contratação de novos profissionais e na compra de insumos. O setor está contratando 428 novos profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Os recursos do fundo ainda serão destinados a despesas extraordinárias que vierem a ser necessárias e para dar continuidade dos projetos (para os quais o município tem contrapartidas que precisam ser realizadas).

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